{"id":13176,"date":"2020-08-28T18:05:09","date_gmt":"2020-08-28T18:05:09","guid":{"rendered":"http:\/\/race01.wp\/resources\/ser-mulher-e-plural-raca-e-igualdade-homenageia-o-dia-nacional-da-visibilidade-lesbica-e-sua-potencia-na-luta-pela-representatividade\/"},"modified":"2023-08-04T17:52:23","modified_gmt":"2023-08-04T17:52:23","slug":"ser-mulher-e-plural-raca-e-igualdade-homenageia-o-dia-nacional-da-visibilidade-lesbica-e-sua-potencia-na-luta-pela-representatividade","status":"publish","type":"resources","link":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/resources\/ser-mulher-e-plural-raca-e-igualdade-homenageia-o-dia-nacional-da-visibilidade-lesbica-e-sua-potencia-na-luta-pela-representatividade\/","title":{"rendered":"\u201cSer mulher \u00e9 plural\u201d: Ra\u00e7a e Igualdade homenageia o Dia Nacional da Visibilidade L\u00e9sbica e sua pot\u00eancia na luta pela representatividade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, o m\u00eas de agosto \u00e9 considerado um marco nas lutas e conquistas das mulheres l\u00e9sbicas, tendo os dias 19 de agosto como o \u201cDia do Orgulho L\u00e9sbico\u201d e, consagrando a milit\u00e2ncia l\u00e9sbica, 29 de agosto \u00e9 reconhecido como \u201cDia Nacional da Visibilidade L\u00e9sbica\u201d. A primeira data faz refer\u00eancia ao ano de 1983, quando militantes do Grupo A\u00e7\u00e3o L\u00e9sbica Feminista (Galf) ocuparam o Ferro\u2019s Bar, em S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s serem expulsas do local por tentarem distribuir um boletim de publica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria chamado \u201cChanacomChana\u201d. A a\u00e7\u00e3o ficou conhecida como o \u201cStonewall brasileiro\u201d, em alus\u00e3o a manifesta\u00e7\u00e3o ocorrida em Nova York, em junho de 1969, na qual a popula\u00e7\u00e3o LBGTI tamb\u00e9m se manifestou contra as viol\u00eancias sofridas e pelo reconhecimento dos seus direitos. [<a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/974\">1<\/a>]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o dia 29 de agosto, corresponde ao I Semin\u00e1rio Nacional de L\u00e9sbicas (Senale), em 1996, no Rio de Janeiro, que buscou tratar das diversas opress\u00f5es relativas ao g\u00eanero e a sexualidade, tanto \u00e0s viola\u00e7\u00f5es dos direitos das mulheres como as quest\u00f5es de representatividade e visibilidade da comunidade l\u00e9sbica. [<a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/975\">2<\/a>]. Contudo, historicamente, em uma sociedade patriarcalista, sexista e heteronormativa, o fato de mulheres se amarem ou estabelecerem rela\u00e7\u00f5es conjugais representava um erro nos padr\u00f5es estabelecidos e, portanto, um tipo de exist\u00eancia que deveria ser tratada como tabu ou jogada para \u201cdebaixo do tapete\u201d, levando as pautas l\u00e9sbicas a uma invisibilidade. Afinal, que mal h\u00e1 em duas amigas vivendo juntas desde que n\u00e3o demonstrem afetos em p\u00fablico?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da tal hipocrisia da tradicional fam\u00edlia brasileira, durante muitos anos, as hist\u00f3rias do movimento l\u00e9sbico sofreram um apagamento e, com isso, a luta por trilhar caminhos de representatividade est\u00e3o conectadas com a visibiliza\u00e7\u00e3o das opress\u00f5es que v\u00e3o desde a estupros corretivos \u00e0 neglig\u00eancia aos cuidados espec\u00edficos de sa\u00fade, sem contar com a viol\u00eancia machista em fetichizar rela\u00e7\u00f5es l\u00e9sbicas. Al\u00e9m disso, os estere\u00f3tipos como \u201csapat\u00e3o, caminhoneira, mulher macho\u201d, entre outros, validam a objetifica\u00e7\u00e3o desses corpos relegando as mulheres l\u00e9sbicas um papel estigmatizado no imagin\u00e1rio social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar disso, a comunidade l\u00e9sbica atrav\u00e9s de uma pr\u00e1tica pol\u00edtica feminista [3] e identit\u00e1ria, deu for\u00e7a a uma vis\u00e3o plural do que \u00e9 ser mulher na nossa sociedade, apontando para um di\u00e1logo em que sejam consideradas as especificidades de cada uma a partir da perspectiva interseccional. Desse modo, o questionamento do jeito \u00fanico de ser mulher tamb\u00e9m permitiu ressignificar estere\u00f3tipos e, com isso, se (re)construiu o orgulho sapat\u00e3o, as mulheres l\u00e9sbicas n\u00e3o-binaries, as mulheres l\u00e9sbicas trans e todas as pluralidades que n\u00e3o se encerram numa performance feminina cismormativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na contram\u00e3o da visibiliza\u00e7\u00e3o dos direitos sociais, o avan\u00e7o das pol\u00edticas conservadoras do governo atual influencia movimentos que baseados em um determinismo biol\u00f3gico constroem uma pr\u00e1tica pol\u00edtica reacion\u00e1ria e violenta negando o sentido plural de mulheridade. Criando assim, uma hierarquiza\u00e7\u00e3o entre ativismos e transformando singularidades em diferen\u00e7as opressoras. Para Maria Eduarda Aguiar, mulher trans l\u00e9sbica, Presidenta do Grupo Pela Vidda e Coordenadora do Grupo TransVida, o caminho para ativismo em meio a retrocesso \u00e9 ocupar os lugares de controle social, fazer frente aos retrocessos e exigir que pol\u00edticas p\u00fablicas sejam feitas para a popula\u00e7\u00e3o LGBTI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o esquecer que \u00e9 fundamental continuar fazendo um controle social, continuar ocupando os conselhos, fortalecer institui\u00e7\u00f5es, ONGs, coletivos que trabalham em projetos de promo\u00e7\u00e3o de empregabilidade, combate a viol\u00eancia, promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, porque \u00e9 a partir da\u00ed que eu penso que a gente vai come\u00e7ar a construir pol\u00edticas p\u00fablicas que possam diminuir esse grau de invisibilidade, de vulnerabiliza\u00e7\u00e3o que a popula\u00e7\u00e3o sofre mesmo a gente tendo enfraquecimento e retrocessos da pauta por parte do governo, com a sociedade civil atuando a gente pode chegar l\u00e1\u201d, frisa Maria Eduarda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, a Presidenta do Grupo Pela Vidda completa sua mensagem \u00e0s mulheres l\u00e9sbicas, reafirmando a necessidade de uni\u00e3o do movimento, partindo do pressuposto de que n\u00e3o h\u00e1 ativismo melhor do que o outro. \u201cEu n\u00e3o posso dizer que mulheres cis l\u00e9sbicas t\u00eam mais legitimidades do que mulheres que s\u00e3o trans e l\u00e9sbicas. Tem espa\u00e7o para ambas que possuem especificidades diferentes e eu acredito que seja importante essa uni\u00e3o de pautas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a quest\u00e3o da maternidade l\u00e9sbica \u00e9 um assunto paradoxal na nossa sociedade, uma vez que ser m\u00e3e \u00e9 muitas vezes um ato compuls\u00f3rio e normativo. Mesmo que sejam m\u00e3es solas ou tenham filhos de produ\u00e7\u00e3o independente, o ato de duas mulheres assumirem-se um casal de m\u00e3es \u00e9 travar uma luta contra a falsa toler\u00e2ncia cerceada por preconceitos. A historiadora l\u00e9sbica Fl\u00e1via Lages, m\u00e3e de duas meninas atrav\u00e9s de um processo de ado\u00e7\u00e3o, relata que as diversas discrimina\u00e7\u00f5es v\u00e3o desde pessoas que dizem que casais homossexuais v\u00e3o tentar transformar crian\u00e7as em homossexuais a pessoas que pro\u00edbem seus filhos de brincar com crian\u00e7as filhas de casais do mesmo sexo por serem perniciosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, Fl\u00e1via frisa que a pior forma de hipocrisia est\u00e1 em enfrentar alega\u00e7\u00f5es de que casais homossexuais s\u00f3 podem adotar porque pessoas heterossexuais n\u00e3o quiseram seus filhos ou por uma quest\u00e3o de caridade. \u201cQuer dizer, \u00e9 mais ou menos assim, n\u00f3s podemos adotar porque os heterossexuais jogaram seus filhos no lixo. Isso \u00e9 muita condescend\u00eancia. N\u00f3s podemos adotar como qualquer pessoa pode adotar. Essa desculpa \u00e9 heteronormativa e heterocentrada at\u00e9 cansar e para mim me soa meio absurda, e confesso que eu j\u00e1 ouvi essa frase mais vezes do que eu gostaria. A outra coisa \u00e9 as pessoas olharem para n\u00f3s como se estiv\u00e9ssemos fazendo uma caridade, o que para mim \u00e9 outro absurdo\u201d, desabafa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre avan\u00e7os e retrocessos, a Professora Camila Ramos, ativista da Rede Afro LGBT, vive h\u00e1 mais de 10 anos no nordeste do Brasil e aponta que a constru\u00e7\u00e3o machista do sujeito nordestino influ\u00eancia na pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de mulheres l\u00e9sbicas na regi\u00e3o. Segundo Camila, h\u00e1 uma tentativa de sufocamento dos corpos l\u00e9sbicos, mas ao mesmo tempo, ela percebe uma resist\u00eancia muito grande entre essas mulheres, principalmente no que tange o aspecto geracional. \u201cEu percebo uma resist\u00eancia porque a pr\u00f3pria exist\u00eancia desses corpos, ainda assim exercendo a sua verdade n\u00e3o deixa de ser resist\u00eancia. Mesmo que n\u00e3o seja escancarado, p\u00fablico, a gente sabe que existe e reconhece por mais que n\u00e3o se fale. Essa nova gera\u00e7\u00e3o vem gritando mais tamb\u00e9m por conta de uma outra constru\u00e7\u00e3o. Ela vem na quest\u00e3o da internet, vem se mostrando e se construindo mais p\u00fablica do que da minha gera\u00e7\u00e3o para antes. Ent\u00e3o, as resist\u00eancias n\u00e3o deixam de existir\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o Dia Nacional da Visibilidade L\u00e9sbica, Camila ressalta que n\u00e3o \u00e9 um dia apenas para comemorar, pois como ainda h\u00e1 muito o que conquistar \u00e9 preciso tamb\u00e9m resistir. \u201cEu percebo que conhecimento \u00e9 poder e conhecer a nossa hist\u00f3ria tem poder. Eu digo que isso \u00e9 poderoso e que, principalmente, n\u00f3s l\u00e9sbicas negras devemos consumir l\u00e9sbicas negras. L\u00e9sbicas devem consumir l\u00e9sbicas. Seja no campo das ci\u00eancias, das artes, qualquer \u00e1rea que seja. N\u00f3s precisamos enaltecer, firmar e valorizar essa nossa cultura. Isso tamb\u00e9m \u00e9 resist\u00eancia\u201d, acentua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Dayana Gusm\u00e3o, mulher negra, favelada e lideran\u00e7a da Coletiva Resist\u00eancia L\u00e9sbica da Mar\u00e9, entre as diversas identidades que a constitui, a quest\u00e3o territorial \u201cser favelada da Mar\u00e9 \u00e9 o que me marca e me centraliza, para o bem e para o mal\u201d, explica. \u201cEu digo que ser l\u00e9sbica eu fui me descobrindo ao longo do tempo, ser mulher eu fui me tornando e, obviamente, que ser uma mulher negra e favelada nessa sociedade que a gente vive apresenta muitos desafios. Ent\u00e3o, acho que ser uma l\u00e9sbica favelada \u00e9 ser uma mulher que aprendeu que favelado sofre. Trabalhador que acorda \u00e0s cinco horas da manh\u00e3, \u00e9 super explorado e est\u00e1 nas linhas de frente de execu\u00e7\u00e3o do Estado. O Estado que deveria nos proteger que nos mata, mas \u00e9 uma galera que \u00e9 feliz. Ent\u00e3o, ao mesmo tempo em que ser uma l\u00e9sbica favelada, perif\u00e9rica, preta tem muitos lugares de press\u00e3o, tem muitos lugares de orgulho, tem muita produ\u00e7\u00e3o de felicidade\u201d, define.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suas mem\u00f3rias, Dayana afirma que os encontros sapat\u00f5es da periferia s\u00e3o momentos em que ela recorda com muita felicidade. Com isso, ela faz quest\u00e3o de refor\u00e7ar que nenhuma mulher est\u00e1 sozinha. \u201cQuando eu me assumi l\u00e9sbica eu me senti muito s\u00f3. A\u00ed eu me encontrei com o Movimento Sapat\u00e3o Nacional, com a Articula\u00e7\u00e3o Brasileira de L\u00e9sbicas, Coletiva Resist\u00eancia L\u00e9sbica da Mar\u00e9 e com outros movimentos de mulheres l\u00e9sbicas maravilhosas no Rio de Janeiro, no Brasil e na Am\u00e9rica Latina. N\u00f3s somos muitas, n\u00f3s somos uma multid\u00e3o e a gente produz felicidade. A gente n\u00e3o est\u00e1 aqui s\u00f3 para lutar por direitos sociais e pol\u00edtico-civis. A gente est\u00e1 aqui para produzir felicidade\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse movimento de felicidade, representatividade e de reconhecimento da luta da comunidade l\u00e9sbica, o Instituto Ra\u00e7a e Igualdade reafirma o compromisso em visibilizar as pautas e as viola\u00e7\u00f5es dos direitos das mulheres l\u00e9sbicas no Brasil. Nesse sentido, fazemos um chamado ao Estado Brasileiro para que se cumpram medidas protetivas contra a lesbofobia [<a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/976\">4<\/a>] e, tamb\u00e9m, para a execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que visem o fim da viol\u00eancia contra mulheres l\u00e9sbicas seja na \u00e1rea de sa\u00fade f\u00edsica e mental como tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o aos temas sobre sexualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[1] <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/974\">https:\/\/oglobo.globo.com\/celina\/dia-do-orgulho-lesbico-entenda-por-que-data-necessaria-1-23910817<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[2] https:\/\/medium.com\/todxs\/visibilidade-lesbica-agosto-d701658d1df<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[3] O feminismo ao qual fazemos refer\u00eancia \u00e9 o feminismo negro que em contraponto ao feminismo hegem\u00f4nico \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 conceitos universalistas e homogeneizantes do que \u00e9 ser mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[4] <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/976\">http:\/\/portalcultura.com.br\/node\/50051<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, o m\u00eas de agosto \u00e9 considerado um marco nas lutas e conquistas das mulheres l\u00e9sbicas, tendo os dias 19 de agosto como o \u201cDia do Orgulho L\u00e9sbico\u201d e, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":13177,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","format":"standard","categories":[],"resources_country":[1189],"resources_language":[],"resources_audience":[],"resources_format":[],"resources_topic":[1104],"resources_year":[],"class_list":["post-13176","resources","type-resources","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","resources_country-brasil","resources_topic-lgbti-es"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources\/13176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources"}],"about":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resources"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13177"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13176"},{"taxonomy":"resources_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_country?post=13176"},{"taxonomy":"resources_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_language?post=13176"},{"taxonomy":"resources_audience","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_audience?post=13176"},{"taxonomy":"resources_format","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_format?post=13176"},{"taxonomy":"resources_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_topic?post=13176"},{"taxonomy":"resources_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_year?post=13176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}