{"id":13396,"date":"2021-01-28T15:55:29","date_gmt":"2021-01-28T15:55:29","guid":{"rendered":"http:\/\/race01.wp\/resources\/mes-da-visibilidade-trans-voce-ja-abracou-uma-pessoa-trans-hoje\/"},"modified":"2023-08-04T18:05:39","modified_gmt":"2023-08-04T18:05:39","slug":"mes-da-visibilidade-trans-voce-ja-abracou-uma-pessoa-trans-hoje","status":"publish","type":"resources","link":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/resources\/mes-da-visibilidade-trans-voce-ja-abracou-uma-pessoa-trans-hoje\/","title":{"rendered":"M\u00eas da Visibilidade Trans: Voc\u00ea j\u00e1 abra\u00e7ou uma pessoa trans hoje?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Brasil, 28 de janeiro de 2021 &#8211; <\/strong>\u201cVoc\u00ea j\u00e1 abra\u00e7ou uma pessoa trans hoje?\u201d N\u00e3o por acaso, o Instituto sobre Ra\u00e7a, Igualdade e Direitos Humanos (Ra\u00e7a e Igualdade) inicia este artigo com uma provoca\u00e7\u00e3o. Durante todo m\u00eas de janeiro, investimos em a\u00e7\u00f5es com o intuito de visibilizar dados e iniciativas de organiza\u00e7\u00f5es LGBTI e ativistas trans e, para encerrar o M\u00eas da Visibilidade Trans no Brasil &#8211; que tem o dia 29 de janeiro como o marco do Dia Nacional da Visibilidade Trans \u2013 convidamos a Presidenta do Grupo Conex\u00e3o G da Mar\u00e9, Gilmara Cunha, e a articuladora do F\u00f3rum de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro (F\u00f3rum TT-RJ), Wescla Vasconcelos, para uma conversa sobre o ano de 2020 para a popula\u00e7\u00e3o trans.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>M\u00eas da Visibilidade Trans<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa provoca\u00e7\u00e3o inicial visa gerar uma reflex\u00e3o que Gilmara Cunha prop\u00f4s ao ser indagada sobre a import\u00e2ncia do M\u00eas da Visibilidade Trans: o que n\u00f3s, enquanto sociedade, temos feito para mudar a realidade das pessoas trans? Abra\u00e7ar uma pessoa trans pode ser uma delas. \u201cEu sempre pergunto nas minhas palestras, quantas pessoas t\u00eam no seu c\u00edrculo de amigos, uma travesti, uma transexual, um homem trans, mas n\u00e3o apenas para tirar foto, mas para conversar, para convidar para \u00e0 sua casa para tomar um caf\u00e9, uma cerveja e sair? Isso tem que fazer a sociedade refletir em que lugares esses corpos est\u00e3o. Esses corpos est\u00e3o na prostitui\u00e7\u00e3o, est\u00e3o nos piores lugares, nos lugares em pior situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade\u201d, provoca Gilmara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, a Presidenta do Grupo Conex\u00e3o G, que est\u00e1 na milit\u00e2ncia desde 1999, ressalta a import\u00e2ncia de se pensar sobre a visibilidade trans o ano todo, n\u00e3o somente no m\u00eas de janeiro. A solid\u00e3o das pessoas trans e o alto \u00edndice de suic\u00eddios s\u00e3o pontos chave que Gilmara considera importante serem pensados na quest\u00e3o da sa\u00fade mental. Conforme aponta a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), em 2020, a quest\u00e3o dos suic\u00eddios afeta em grande parte as travestis e mulheres trans que t\u00eam a vida mais precarizada, com 70% dos casos mapeados em 2020 [1]. Nesse sentido, Gilmara refor\u00e7a \u201cA gente precisa abra\u00e7ar esses corpos, a gente precisa entender que esses corpos s\u00e3o seres humanos. Ent\u00e3o, abrace uma menina trans, ame uma menina trans, traga ela para o seu v\u00ednculo de amizade, porque a\u00ed a gente vai ver outra configura\u00e7\u00e3o de sociedade sendo contada\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Wescla Vasconcelos, a pot\u00eancia do dia da Visibilidade Trans est\u00e1 na luta hist\u00f3rica das que vieram antes e deixaram um legado de conquistas de direitos e oportunidades, mas enfatiza que \u00e9 preciso evocar uma visibilidade trans no ano de 2021 que tamb\u00e9m carregue esse sentimento de luta que n\u00e3o \u00e9 de hoje, mas ressalta que, a visibilidade que tanto lutam ainda precisa ser conquistada. \u201cH\u00e1 exatos 17 anos um grupo de travestis e transexuais esteve em Bras\u00edlia reivindicando respeito na campanha \u201cTravesti Respeito\u201d. Est\u00e1 na hora das duas coisas andarem juntas. N\u00e3o estamos nas escolas p\u00fablicas, n\u00e3o temos acesso \u00e0 sa\u00fade de forma espec\u00edfica, n\u00e3o temos acesso \u00e0 cultura, a empregabilidade. Ainda \u00e9 min\u00fascula a nossa parcela da popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em trabalhos formais, pois grande parte est\u00e1 em trabalhos informais e outras muitas nem possuem trabalho\u201d, denuncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A articuladora do F\u00f3rum TT-RJ salienta que o ano de 2020 refor\u00e7ou uma grande rede de solidariedade protagonizada pelas travestis e transexuais de todo Brasil. Ademais, a dire\u00e7\u00e3o ao protagonismo da popula\u00e7\u00e3o trans \u00e9 o caminho para que se reconhe\u00e7am como pot\u00eancia, como pessoas trans que t\u00eam trajet\u00f3rias e ancestralidades. \u201cSomos uma juventude trans que ruma para um futuro potente de protagonismo e representatividade. Ent\u00e3o, evoquemos cada vez mais a representatividade, a pot\u00eancia da nossa presen\u00e7a e da nossa exist\u00eancia no mundo. Que seja na cultura, na sa\u00fade, na educa\u00e7\u00e3o e em todos os lugares. Em defesa das vidas trans no Brasil!\u201d, conclama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Viol\u00eancia Pol\u00edtico-Eleitoral<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do recorde de candidaturas de pessoas travestis e transexuais, as elei\u00e7\u00f5es de 2020 representaram um marco hist\u00f3rico para popula\u00e7\u00e3o trans. Pela primeira vez, 25 candidates trans se elegeram para 22 cidades diferentes no Brasil, estando entre as mais votades em diferentes estados. Um aumento de 21% em rela\u00e7\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es de 2016 [2]. Contudo, o recorde no pleito eleitoral vem enfrentando uma onda de ataques de \u00f3dio e amea\u00e7as n\u00e3o somente nas redes sociais, mas que de fato, se configuram em amea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a f\u00edsica das candidates trans e negras [3]. A viol\u00eancia transf\u00f3bica, somente em 2020, foi respons\u00e1vel pelo assassinato de 175 pessoas trans no Brasil, segundo a ANTRA [4]. E as viola\u00e7\u00f5es dos direitos das parlamentares eleitas se concretizaram como uma amea\u00e7a real, quando na semana da Visibilidade Trans de 2021, a co-vereadora trans, negra e intersexo de S\u00e3o Paulo, Carolina Iara, foi v\u00edtima de um atentado com tiros disparados para dentro da sua casa. [5]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gilmara que foi candidata nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es, exp\u00f5e que essas amea\u00e7as est\u00e3o vinculadas n\u00e3o somente ao avan\u00e7o do conservadorismo, mas tamb\u00e9m ao grande preconceito da sociedade em ver pessoas como ela ocuparem espa\u00e7os de decis\u00e3o pol\u00edtica e de entender que ela pode ser uma gestora p\u00fablica. Para Gilmara, existe uma cultura que n\u00e3o permite que pessoas de favela alcancem lugares de poder. \u201cTemos visto v\u00e1rias cidades que conseguiram eleger v\u00e1rias meninas trans e isso \u00e9 uma amea\u00e7a porque quando a senzala se agita os senhores feudais se tremem. Porque \u00e9 a senzala que vai fazer toda a mudan\u00e7a. A gente sabe que \u00e9 na ponta que essas pol\u00edticas chegam, mas n\u00e3o chegam com qualidade e dignidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre as amea\u00e7as, Wescla relembra que essa \u00e9 uma constante na vida das pessoas trans que desde cedo experimentam constrangimento, discrimina\u00e7\u00e3o e nega\u00e7\u00e3o de acesso a direitos. \u201cEu vejo refletido um atrevimento de transformar a sociedade nessas candidaturas que se elegeram. Vejo que as amea\u00e7as que v\u00eam sofrendo mais recentemente conferem um contexto que sempre existiu, mas que se torna pior por conta dessas pessoas terem alcan\u00e7ado espa\u00e7o de poder. Ent\u00e3o a gente precisa proteger essas pessoas, blind\u00e1-las de todo e qualquer ataque que possam sofrer e fortalecer os movimentos sociais como resultado dessa entrada de pessoas trans na pol\u00edtica. Acredito que o Minist\u00e9rio de Direitos Humanos ao negar prote\u00e7\u00e3o oficial a essas parlamentares, menospreza o alcance de poder que a nossa popula\u00e7\u00e3o trans tem hoje no Brasil\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pandemia de COVID19<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A COVID19 no Brasil j\u00e1 ultrapassou 218 mil mortes e, consequentemente, os grupos em situa\u00e7\u00f5es de maior vulnerabilidade s\u00e3o os mais afetados. Como resultado, o pa\u00eds caminha para um maior quadro de desigualdade e a falta de planejamento sanit\u00e1rio do governo, traduz-se em invisibilidade e precariza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o trans, negra e ind\u00edgena no pa\u00eds [6]. A impossibilidade de cumprir um isolamento social para grande parte dessas popula\u00e7\u00f5es est\u00e1 entre os desafios que as tornam mais vulner\u00e1veis diante da pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gilmara Cunha alerta que cumprir isolamento social tamb\u00e9m \u00e9 um privil\u00e9gio e que pessoas trans e travestis experimentam isolamento desde que nascem por n\u00e3o terem suas identidades de g\u00eanero e sexualidade aceitas. A Presidenta do Grupo Conex\u00e3o G real\u00e7a que o ano de 2020 foi um divisor de \u00e1guas ao ampliar as desigualdades, principalmente para as que vivem em territ\u00f3rios de favelas. \u201cPara n\u00f3s, mulheres trans, foi muito dif\u00edcil o ano de 2020 com a pandemia. Muitas meninas n\u00e3o usufru\u00edram do aux\u00edlio emergencial porque n\u00e3o tinham documenta\u00e7\u00e3o com reconhecimento dos seus nomes sociais. Muitas de n\u00f3s tiveram que estar na rua se prostituindo para pagar suas contas, por n\u00e3o termos trabalho fixo e de carteira assinada que tenha todos os benef\u00edcios. Ainda assim numa pandemia, n\u00e3o pode se resguardar e guardar a pr\u00f3pria vida. Tivemos que estar na frente da luta e, as grandes lutas que foram travadas em 2020 contra a COVID19, foram lideradas por mulheres negras e faveladas porque n\u00e3o temos o privil\u00e9gio de trabalhar em casa. Tivemos que ir para rua cuidar dos nossos, pois sab\u00edamos que era essa popula\u00e7\u00e3o que sofreria todos esse processo da pandemia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a pandemia, Wescla Vasconcelos rememora que 2020 revelou a import\u00e2ncia e a urg\u00eancia de acolhimento da popula\u00e7\u00e3o LGBTI no pa\u00eds. As a\u00e7\u00f5es de solidariedade fomentadas pelas pessoas trans tiveram um grande alcance com campanhas de doa\u00e7\u00f5es para recolher e doar alimentos em articula\u00e7\u00e3o com a Casa Nem que foram distribu\u00eddos pela Rio de Janeiro e diversos munic\u00edpios. \u201cAcho que no ano de 2020, eu, como articuladora do F\u00f3rum TT-RJ, junto com a parceria da Casa Nem e a Indianarae, al\u00e9m da parceria com os moradores LGBT de favelas junto com Gilmara Cunha, do Grupo Conex\u00e3o G, tivemos uma grande atua\u00e7\u00e3o que deve ser reconhecida e valorizada como a pot\u00eancia da atua\u00e7\u00e3o das pessoas trans e travestis dentro do movimento LGBT aqui do Rio de Janeiro, fortalecendo as redes de solidariedade. Acho que isso \u00e9 um ponto chave muito grande que n\u00e3o \u00e9 que mudou em 2020, mas se fortaleceu\u201d, avalia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante de diversos atravessamentos que, na maior parte das vezes, perpassa de forma violenta a realidade das pessoas trans, Ra\u00e7a e Igualdade faz um chamado a sociedade e as autoridades competentes que respeitem a popula\u00e7\u00e3o trans. Transformar-se em aliados \u00e9 respeitar e reconhecer seus direitos, suas identidades e suas lutas. Assim, unindo-se ao prop\u00f3sito de mudar a realidade, sugerimos ao Estado brasileiro as seguintes recomenda\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 \u2013 Celeridade e transpar\u00eancia nas investiga\u00e7\u00f5es dos casos de viol\u00eancia contra as parlamentares trans e negras, al\u00e9m de suporte na seguran\u00e7a pessoal de cada parlamentar amea\u00e7ada;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 &#8211; Que os casos de homic\u00eddio sejam devidamente investigados e caracterizados, devendo-se implementar protocolos de investiga\u00e7\u00e3o espec\u00edficos para os casos de viol\u00eancias e assassinatos contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTI. [7]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 \u2013 Suporte ps\u00edquico e financeiro \u00e0s pessoas trans que se encontram em situa\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel diante da pandemia de COVID19; ademais, inser\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de sa\u00fade mental que atendam as especificidades da popula\u00e7\u00e3o trans como o quadro de alto \u00edndice de suic\u00eddio;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 \u2013 Que o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho realize um levantamento de dados estat\u00edsticos que possibilite identificar as principais dificuldades enfrentadas pela popula\u00e7\u00e3o LGBTI no mercado de trabalho e, tamb\u00e9m, verificar quais s\u00e3o as regi\u00f5es em que h\u00e1 mais obst\u00e1culos. Esses dados devem conter o elemento ra\u00e7a\/cor. [8]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[1] e [4] <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/1059\">https:\/\/antrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/01\/release-dossie-trans-2020-antra.pdf<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[2] <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/1060\">https:\/\/noticias.uol.com.br\/eleicoes\/2020\/11\/16\/com-recorde-de-candidaturas-16-transexuais-e-travestis-se-elegem-no-brasil.htm<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[3] <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/1061\">https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2021-01-10\/ameacas-de-neonazistas-a-vereadoras-negras-e-trans-alarmam-e-expoem-avanco-do-extremismo-no-brasil.html<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[5] <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/1062\">https:\/\/www.cartacapital.com.br\/politica\/covereadora-do-psol-carolina-iara-e-vitima-de-atentado-em-sao-paulo\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[6] <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/1063\">http:\/\/www.generonumero.media\/lgbt-coronavirus\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[7] e [8] <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/536\">http:\/\/oldrace.wp\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/FINAL_dossie-lgbti-brasil-ebook.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil, 28 de janeiro de 2021 &#8211; \u201cVoc\u00ea j\u00e1 abra\u00e7ou uma pessoa trans hoje?\u201d N\u00e3o por acaso, o Instituto sobre Ra\u00e7a, Igualdade e Direitos Humanos (Ra\u00e7a e Igualdade) inicia este [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":13397,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","format":"standard","categories":[],"resources_country":[1190],"resources_language":[],"resources_audience":[],"resources_format":[],"resources_topic":[1103],"resources_year":[],"class_list":["post-13396","resources","type-resources","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","resources_country-brasil-pt-br","resources_topic-lgbti-pt-br"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources\/13396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources"}],"about":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resources"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13397"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13396"},{"taxonomy":"resources_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_country?post=13396"},{"taxonomy":"resources_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_language?post=13396"},{"taxonomy":"resources_audience","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_audience?post=13396"},{"taxonomy":"resources_format","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_format?post=13396"},{"taxonomy":"resources_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_topic?post=13396"},{"taxonomy":"resources_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_year?post=13396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}