{"id":13921,"date":"2021-11-20T15:47:41","date_gmt":"2021-11-20T15:47:41","guid":{"rendered":"http:\/\/race01.wp\/resources\/dia-internacional-da-memoria-trans-um-chamado-urgente-para-o-combate-a-transfobia-na-america-latina\/"},"modified":"2023-08-04T17:58:25","modified_gmt":"2023-08-04T17:58:25","slug":"dia-internacional-da-memoria-trans-um-chamado-urgente-para-o-combate-a-transfobia-na-america-latina","status":"publish","type":"resources","link":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/resources\/dia-internacional-da-memoria-trans-um-chamado-urgente-para-o-combate-a-transfobia-na-america-latina\/","title":{"rendered":"Dia Internacional da Mem\u00f3ria Trans: um chamado urgente para o combate \u00e0 transfobia na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Washington D.C., 20 de novembro de 2021 <\/strong>\u2013 Em mais um ano de comemora\u00e7\u00e3o do Dia Internacional da Mem\u00f3ria Trans, o Instituto Internacional sobre Ra\u00e7a, Igualdade e Direitos Humanos (Ra\u00e7a e Igualdade) tem por objetivo chamar a aten\u00e7\u00e3o dos Estados e da comunidade internacional para o <strong>assustador n\u00famero de assassinatos de pessoas trans<\/strong> nas Am\u00e9ricas, uma realidade que, mais uma vez, coloca a regi\u00e3o nas fat\u00eddicas listas de homic\u00eddios em todo o mundo. Ao mesmo tempo, Ra\u00e7a e Igualdade visa exortar os governos a colocar a situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o contra pessoas de g\u00eanero diverso entre suas prioridades e adotar a\u00e7\u00f5es urgentes e eficazes para combater a transfobia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 11 de novembro, o projeto de pesquisa Transrespeto versus Transfobia no Mundo (TT) da TGEU publicou um <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/1294\">relat\u00f3rio<\/a> do Observat\u00f3rio de Homic\u00eddios Trans (TMM), que \u00e9 lan\u00e7ado todos os anos na v\u00e9spera de 20 de novembro, o Dia Internacional da Mem\u00f3ria Trans. \u00a0De acordo com os dados, entre 1\u00ba de outubro de 2020 e 30 de setembro de 2021, houveram <strong>375 assassinatos de pessoas trans<\/strong> em todo o mundo, dos quais 311 ocorreram entre M\u00e9xico, Am\u00e9rica Central e do Sul.\u00a0 Em n\u00edvel global, o total representa um aumento de 7% em rela\u00e7\u00e3o ao relat\u00f3rio anterior (outubro de 2019 \u2013 setembro de 2020).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trag\u00e9dia transf\u00f3bica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Am\u00e9rica Latina, o Brasil continua sendo o pa\u00eds com mais assassinatos de pessoas trans, seguido pelo M\u00e9xico (65), Honduras (53) e Col\u00f4mbia(25)*. \u00a0Em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros globais, o relat\u00f3rio do MMT destaca que <strong>96% das pessoas mortas eram mulheres trans<\/strong> ou pessoas trans que expressavam o g\u00eanero feminino, e que 58% das pessoas trans assassinadas eram profissionais do sexo.\u00a0 \u00a0Esse \u00e9 um \u00a0padr\u00e3o muito f\u00e1cil de ser corroborado na regi\u00e3o atrav\u00e9s das <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/1295\">den\u00fancias<\/a> feitas por organiza\u00e7\u00f5es LGBTI+.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os dados indicam uma tend\u00eancia preocupante quando se trata das intersec\u00e7\u00f5es entre misoginia, racismo, xenofobia e \u00f3dio contra profissionais do sexo, com a maioria das v\u00edtimas sendo mulheres trans negras, migrantes e profissionais do sexo&#8221;, adverte a TMM, que tamb\u00e9m alerta que esses n\u00fameros s\u00e3o apenas uma pequena amostra <strong>da realidade,<\/strong> \u00a0\u00a0j\u00e1 que muitos assassinatos permanecem n\u00e3o relatados, ou s\u00e3o mal identificados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vidas tiradas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil, que tem <strong>41% dos assassinatos de pessoas trans no mundo, comemora <\/strong>junto com o Dia Internacional da Mem\u00f3ria Trans, o Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra. \u00a0Portanto, o dia 20 de novembro representa entre as organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos do pa\u00eds, especialmente aquelas que atuam na defesa da popula\u00e7\u00e3o trans e da popula\u00e7\u00e3o negra, uma data para homenagear e tornar vis\u00edvel as duas popula\u00e7\u00f5es, que coincidem com a intersec\u00e7\u00e3o de suas vulnerabilidades em meio a uma sociedade transf\u00f3bica e racista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pa\u00eds come\u00e7ou 2021 com o brutal assassinato de uma adolescente trans. Na madrugada de 4 de janeiro, <strong>Keron Ravach<\/strong> foi esfaqueada e espancada at\u00e9 a morte por um jovem de 17 anos que foi identificado como o autor do crime de \u00f3dio e foi preso. \u00a0A jovem, que estava passando por um processo de transi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, foi definida por seus amigos como uma pessoa t\u00edmida, mas que ao mesmo tempo sonhava em ser digital <em>influencer.<\/em>\u00a0 De acordo com o relat\u00f3rio do MMT, a m\u00e9dia de idade das pessoas trans mortas no \u00faltimo ano \u00e9 de 30 anos, com Keron sendo a mais jovem de todas as v\u00edtimas, com apenas 13 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Indol\u00eancia e impunidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria dos casos de pessoas trans assassinadas existe em um hist\u00f3rico de viol\u00eancia e amea\u00e7as, mas estes s\u00e3o ignorados pelas autoridades ou n\u00e3o s\u00e3o tratados em tempo h\u00e1bil; portanto, quando o assassinato ocorre,\u00a0 n\u00e3o h\u00e1 suprimentos suficientes para identificar a pessoa ou as pessoas respons\u00e1veis. \u00a0\u00a0\u00a0Trata-se \u00a0\u00a0de uma den\u00fancia frequentemente feita por organiza\u00e7\u00f5es que promovem e defendem os direitos da popula\u00e7\u00e3o LGBTI+ e que se manifestou no assassinato de <strong>Gina<\/strong> <strong>Rodr\u00edguez Sinuiri<\/strong> em 21 de setembro, em Callao, Peru.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gina, 28 anos, foi esfaqueada v\u00e1rias vezes em um quarto que ela alugou em um hotel na cidade e, embora tenha sido levada para um hospital, ela morreu 18 horas depois. O suspeito \u00e9 um homem que regularmente solicitava servi\u00e7os de profissionais do sexo trans e a contatou atrav\u00e9s de suas redes sociais usando nomes diferentes. De acordo com seus companheiros, n\u00e3o foi a primeira vez que o homem entrou em contato com Gina. Al\u00e9m disso, a Ag\u00eancia Presentes \u2014 respons\u00e1vel por tornar vis\u00edvel a situa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o LGBTI+ na Am\u00e9rica Latina e no Caribe \u2014 coletou declara\u00e7\u00f5es dos colegas de Gina, nas quais apontaram que, em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, se aproximaram da Pol\u00edcia Nacional do Peru para denunciar os atos de viol\u00eancia sofridos, mas sempre s\u00e3o <strong>ignorades.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 neglig\u00eancia das autoridades, acrescenta-se o fato de que o <strong>Peru n\u00e3o possui uma Lei de Identidade de G\u00eanero, <\/strong>de modo que as pessoas trans n\u00e3o podem fazer acordos com seu nome de identidade, e isso as exp\u00f5e \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o e estigma em v\u00e1rios setores da sociedade. &#8220;N\u00f3s reportamos \u00e0s autoridades e \u00e0 pol\u00edcia, mas eles n\u00e3o prestam aten\u00e7\u00e3o em n\u00f3s e, \u00e9 isso que nos d\u00e1 mais frustra\u00e7\u00e3o e raiva. Temos fam\u00edlia, somos seres humanos que t\u00eam sentimentos. Toda vez que fazemos uma reclama\u00e7\u00e3o, quando nos viramos, eles arquivam. O pior \u00e9 que eles riem e nos expulsam&#8221;, relatou uma colega de Gina na ocasi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Morrendo em invisibilidade <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora os assassinatos de pessoas trans se tornem invis\u00edveis em geral, esse problema \u00a0geralmente \u00e9 referido apenas em mulheres trans, pois as estat\u00edsticas mostram que s\u00e3o as principais v\u00edtimas, \u00a0o que, \u00a0sem d\u00favida, \u00e9 uma realidade. No entanto, os homens trans tamb\u00e9m est\u00e3o no centro da viol\u00eancia e da discrimina\u00e7\u00e3o devido \u00e0 <strong>transfobia<\/strong> e, como no caso das mulheres trans, isso pode se tornar mortal para eles. Um exemplo disso \u00e9 o caso de Samuel Edmund Damian Valentin, um jovem transg\u00eanero que foi morto a tiros em 9 de janeiro em Trujillo Alto, Porto Rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Samuel Edmund <\/strong>era estudante na Atlantic University College, \u00a0em Guaynabo, \u00a0e no dia primeiro de janeiro havia escrito em sua p\u00e1gina no Facebook: &#8220;um novo ano por vir, grato por todas as experi\u00eancias que [me ensinaram] o qu\u00e3o fortes somos, para a vida, para o bem e para o mal e por toda a justi\u00e7a que est\u00e1 por vir&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Sobre homens trans e invisibiliza\u00e7\u00e3o na esfera p\u00fablica, a verdade \u00e9 que essa \u00e9 a viol\u00eancia que mais sofremos. A vida cotidiana \u00e9 projetada para homens cisg\u00eaneros; n\u00e3o podem garantir sa\u00fade p\u00fablica de forma digna e eficiente para n\u00f3s. \u00c9 importante que eles nomeiem nossas identidades, que homens trans ou pessoas transmasculinas engravidem. O que n\u00e3o \u00e9 nomeado n\u00e3o existe. Se existimos em espa\u00e7os, vamos existir napalavra&#8221;, diz Danilo Donato, ativista transmasculino e membro do Fundaci\u00f3n GAAT, da Col\u00f4mbia. De acordo com o registro desta organiza\u00e7\u00e3o sobre a morte de pessoas trans, at\u00e9 este momento em 2021, foram mortas 32 pessoas no pa\u00eds; 8 morreram por complica\u00e7\u00f5es decorrentes de cirurgias e interven\u00e7\u00f5es artesanais e barreiras ao acesso a direitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00d3dio no seu melhor<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kendra Contreras, conhecida como &#8220;Lala&#8221;, era uma mulher transexual de 22 anos que vivia na cidade de Somotillo, no oeste da Nicar\u00e1gua. Aqueles que conheciam Lala dizem que ela era uma jovem sonhadora e trabalhadora com o desejo de melhorar e que queria que sua identidade de g\u00eanero fosse respeitada. Infelizmente, em 3 de mar\u00e7o de 2021, dois homens deram fim a sua vida de forma <strong>atroz: <\/strong>eles a amarraram a um cavalo deixando-a ser arrastada por duas vezes, por pelo menos 400 metros, e depois apedrejaram-na. Esta \u00e9 a express\u00e3o final do \u00f3dio \u00e0s mulheres, corpos e identidades em uma sociedade altamente machista, como a Nicar\u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, esta n\u00e3o foi a \u00fanica vez que Lala foi morta, porque isso acontece toda vez que desrespeitam sua identidade de g\u00eanero e a chamam pelo seu &#8220;primeiro nome&#8221;, quando se referem a ela como &#8220;homem&#8221; em relatos de espa\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o. Muitos meios de <strong>comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> continuam a entender mal esses casos, focando em not\u00edcias e preconceitos que geram sensacionalismo e revitimizam as v\u00edtimas de transfobia e viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Chamada urgente<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como todos os anos, Ra\u00e7a e Igualdade aproveita esta data para lembrar aos Estados de sua obriga\u00e7\u00e3o de respeitar e garantir os direitos de todas as pessoas sem qualquer discrimina\u00e7\u00e3o, e no que diz respeito \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia e assassinatos contra pessoas trans, fazemos as seguintes recomenda\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>Monitore e sancione publicamente os discursos transf\u00f3bicos<\/strong> que muitas vezes entram na m\u00eddia e que incorrem em apelos por discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o trans.<\/li>\n<li>Adote as leis e pol\u00edticas necess\u00e1rias para garantir o <strong>reconhecimento, o respeito e a inclus\u00e3o<\/strong> de pessoas com orienta\u00e7\u00f5es sexuais diversas e identidade de g\u00eanero.<\/li>\n<li>Estabele\u00e7a <strong>mecanismos especiais<\/strong> para responder \u00e0s a\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia e assassinatos contra LGBI e pessoas trans, que levem ao esclarecimento dos fatos e \u00e0 puni\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis, bem como ao estabelecimento de garantias de n\u00e3o repeti\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Coletar dados<\/strong> sobre atos de viol\u00eancia e assassinatos contra pessoas trans, separados por identidade de g\u00eanero espec\u00edfica e identidade \u00e9tnico-racial.<\/li>\n<li>Promover por meio de institui\u00e7\u00f5es e canais oficiais uma <strong>campanha para educar e sensibilizar <\/strong>a popula\u00e7\u00e3o sobre orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero, com vistas a gerar um contexto de reconhecimento e respeito \u00e0 integridade e \u00e0 vida de LGBI e das pessoas trans.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">*No caso da Col\u00f4mbia, a Funda\u00e7\u00e3o Grupo de Acci\u00f3n y Apoyo a Personas con Experiencia de Vida Trans (GAAT) registrou 32 assassinatos de pessoas trans at\u00e9 agora em 2021.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington D.C., 20 de novembro de 2021 \u2013 Em mais um ano de comemora\u00e7\u00e3o do Dia Internacional da Mem\u00f3ria Trans, o Instituto Internacional sobre Ra\u00e7a, Igualdade e Direitos Humanos (Ra\u00e7a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":13918,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","format":"standard","categories":[],"resources_country":[],"resources_language":[],"resources_audience":[],"resources_format":[],"resources_topic":[],"resources_year":[],"class_list":["post-13921","resources","type-resources","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources\/13921","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources"}],"about":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resources"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13918"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13921"},{"taxonomy":"resources_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_country?post=13921"},{"taxonomy":"resources_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_language?post=13921"},{"taxonomy":"resources_audience","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_audience?post=13921"},{"taxonomy":"resources_format","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_format?post=13921"},{"taxonomy":"resources_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_topic?post=13921"},{"taxonomy":"resources_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_year?post=13921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}