{"id":14336,"date":"2022-06-28T13:15:36","date_gmt":"2022-06-28T13:15:36","guid":{"rendered":"http:\/\/race01.wp\/resources\/orgulho-2022-reconhecendo-as-maos-lgbti-que-construiram-esse-caminho\/"},"modified":"2023-08-04T18:08:33","modified_gmt":"2023-08-04T18:08:33","slug":"orgulho-2022-reconhecendo-as-maos-lgbti-que-construiram-esse-caminho","status":"publish","type":"resources","link":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/resources\/orgulho-2022-reconhecendo-as-maos-lgbti-que-construiram-esse-caminho\/","title":{"rendered":"Orgulho 2022: Reconhecendo as m\u00e3os LGBTI+ que constru\u00edram esse caminho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Washington D.C., 28 de junho de 2022<\/strong> \u2013 Todos os anos, no dia 28 de junho, pessoas LGBTI+ de todo o mundo se re\u00fanem publicamente em grandes marchas celebrando e reivindicando por suas vidas, pautando a diversidade das identidades sexual e de g\u00eanero, e a liberdade de express\u00e1-las. \u00c9 um momento de protesto no qual l\u00e9sbicas, bissexuais, gays, trans, intersexuais, entre as mais diversas identidades, desafiam preconceitos e estigmas frente a frente, reafirmando orgulhosamente quem s\u00e3o, seus direitos humanos e os avan\u00e7os feitos ap\u00f3s d\u00e9cadas de luta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta data comemorativa tem sua origem na revolta de Stonewall, na cidade de Nova York, em 1969, e consistiu em v\u00e1rios dias de protestos contra a persegui\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o de pessoas LGBTI+ pela pol\u00edcia dos EUA. Um artigo do <strong><a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/24\">Projeto Sites Hist\u00f3ricos LGBT de Nyc<\/a><\/strong>, menciona que esses eventos n\u00e3o iniciaram o movimento social LGBTI+, mas causaram um grande impacto, pois inspiraram e permitiram o surgimento de centenas de novas organiza\u00e7\u00f5es em prol da causa em todo o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, D\u00e1maso Jussette, uma mulher transfeminista nicaraguense, membra da Mesa Nacional LGBTIQ+ e da Articula\u00e7\u00e3o dos Movimentos Sociais, compartilhou que &#8220;as pessoas LGBTI+ t\u00eam estado muito presentes na hist\u00f3ria, mas com [pessoas LGBTI+] que n\u00e3o est\u00e3o. A diferen\u00e7a \u00e9 que o patriarcado tentou nos apagar, mas da mesma forma temos resistido at\u00e9 hoje e continuaremos a faz\u00ea-la.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s 53 anos da revolta de Stonewall, um dia como o de hoje \u2013 simbolizado pela celebra\u00e7\u00e3o, visibilidade e orgulho \u2013 \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as ao esfor\u00e7o e coragem das pessoas que enfrentaram a persegui\u00e7\u00e3o, a viol\u00eancia e as injusti\u00e7as contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTI+ de v\u00e1rias partes do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, as feministas l\u00e9sbicas peruanas conseguiram que o Comit\u00ea CEDAW as mencionasse em suas recomenda\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas pela primeira vez. Al\u00e9m disso, possuem um grupo de trabalho no Minist\u00e9rio da Mulher, de onde influenciam o alcance de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para l\u00e9sbicas. Tamb\u00e9m obtiveram di\u00e1logos com altos representantes do Poder Judici\u00e1rio. &#8220;N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas continuamos a insistir que o Estado assuma a realiza\u00e7\u00e3o de estudos sobre a situa\u00e7\u00e3o das l\u00e9sbicas e produza dados espec\u00edficos sobre n\u00f3s&#8221;, aponta Luisa Zanabria, membro da organiza\u00e7\u00e3o Lesbianas Independientes Feministas Socialistas (LIFS).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Rep\u00fablica Dominicana, Christian King, ativista trans n\u00e3o-bin\u00e1rio da TRANSSA (Trans Siempre Amigas), acredita que, apesar de n\u00e3o ter garantias para todos os direitos LGBTI+, eles alcan\u00e7aram avan\u00e7os valiosos, como ter uma unidade de direitos humanos na Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica, um Plano Nacional de Direitos Humanos e uma vis\u00e3o de plano estrat\u00e9gico 2020-2024 do Judici\u00e1rio, que inclui o acesso \u00e0 justi\u00e7a para pessoas LGBTI+. &#8220;Para isso, houve muitos desafios enfrentados por organiza\u00e7\u00f5es LGBTI+ e ativistas que se expuseram ao denunciar perante organiza\u00e7\u00f5es internacionais de direitos humanos as viola\u00e7\u00f5es que s\u00e3o cometidas em nosso pa\u00eds&#8221;, compartilhou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ativista que tem feito um trabalho importante para a popula\u00e7\u00e3o LGBTI+ da Col\u00f4mbia \u00e9 Manuel Velandia, um ARTivista gay. &#8220;Na Col\u00f4mbia, temos muitos direitos conquistados por meios judiciais, todos obtidos atrav\u00e9s de decis\u00f5es do Tribunal Constitucional. Isso se torna um problema s\u00e9rio porque nada pode ser dado como certo e h\u00e1 o risco de que as organiza\u00e7\u00f5es anti-direitos, que realmente se apresentam como pr\u00f3-direitos, pretendam revert\u00ea-las&#8221;, desabafa. Com ele, foi fundado o Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o Homossexual da Col\u00f4mbia, pioneiro na preven\u00e7\u00e3o do HIV na Am\u00e9rica Latina; ademais, Manuel tamb\u00e9m escreveu, juntamente com membros do ActUp Canad\u00e1, o primeiro manifesto mundial para os direitos das pessoas vivendo com HIV\/AIDS. E em 2002, o ARTivista foi o primeiro candidato abertamente gay a concorrer ao Congresso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso do Brasil, em 2020, a Frente Bissexual Brasileira realizou o primeiro festival B+ do pa\u00eds, feito por e para a popula\u00e7\u00e3o bissexual. Em sua segunda edi\u00e7\u00e3o, que ocorreu no ano seguinte, lan\u00e7aram o <strong><a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/25\">Manifesto Bissexual Brasileiro<\/a><\/strong>, o primeiro em todo o territ\u00f3rio. &#8220;\u00c9 um documento que est\u00e1 ressoando at\u00e9 fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos. J\u00e1 est\u00e1 publicado em outros pa\u00edses, traduzido para ingl\u00eas e espanhol&#8221;, compartilhou Vit\u00f3ria R\u00e9gia da Silva, Cofundadora do Coletivo Bisibilidade-RJ. Vit\u00f3ria comemora tamb\u00e9m a assinatura da Resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Federal de Psicologia, que estabelece um tratamento mais humano \u00e0 popula\u00e7\u00e3o bissexual e n\u00e3o monodissidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, temos ativistas LGBTI+ que est\u00e3o no ex\u00edlio depois de enfrentar governos repressivos, como Isbel D\u00edaz, um l\u00edder gay cubano, e D\u00e1maso Jussette, uma mulher trans feminista nicaraguense em busca de ref\u00fagio na Costa Rica. Em governos autorit\u00e1rios como os de Cuba e Nicar\u00e1gua, as organiza\u00e7\u00f5es LGBTI+ e de direitos humanos, geralmente s\u00e3o perseguidas, pois t\u00eam um grande impacto na den\u00fancia dessas viola\u00e7\u00f5es. &#8220;N\u00f3s que existimos apesar de tudo, estamos sempre assumindo riscos, que v\u00e3o desde a integridade f\u00edsica \u00e0 possibilidade de sermos processados por qualquer causa inventada pela Seguran\u00e7a do Estado, al\u00e9m da precariedade total para o acesso a recursos materiais, conectividade e liberdade de movimento&#8221;, diz Isbel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as ao incans\u00e1vel trabalho de ativismo e \u00e0 resist\u00eancia dos coletivos em pa\u00edses hostis, pouco a pouco, a agenda LGBTI+ est\u00e1 conseguindo se posicionar na m\u00eddia, nas redes sociais, no cen\u00e1rio pol\u00edtico e est\u00e1 alcan\u00e7ando importantes vit\u00f3rias. Embora ainda haja um longo caminho a percorrer, as lideran\u00e7as dos defensores LGBTI+, como os mencionados anteriormente, deixam um caminho aberto com possibilidades de continuar lutando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 justo lembrar que os progressos nos direitos humanos LGBTI+ foram alcan\u00e7ados pelos esfor\u00e7os daqueles que precederam essas lutas e por aqueles que continuam a defend\u00ea-los e defend\u00ea-las. Por isso, Ra\u00e7a e Igualdade sa\u00fada as grandes contribui\u00e7\u00f5es dos l\u00edderes LGBTI+ na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, e reconhece que se hoje o medo e a vergonha n\u00e3o s\u00e3o mais uma op\u00e7\u00e3o para muitas pessoas, \u00e9 gra\u00e7as \u00e0s batalhas que t\u00eam sido travadas e continuam em marcha pelo reconhecimento e respeito aos corpos e identidades dissidentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington D.C., 28 de junho de 2022 \u2013 Todos os anos, no dia 28 de junho, pessoas LGBTI+ de todo o mundo se re\u00fanem publicamente em grandes marchas celebrando e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":11021,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","format":"standard","categories":[],"resources_country":[1190],"resources_language":[],"resources_audience":[],"resources_format":[],"resources_topic":[],"resources_year":[],"class_list":["post-14336","resources","type-resources","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","resources_country-brasil-pt-br"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources\/14336","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources"}],"about":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resources"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11021"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14336"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14336"},{"taxonomy":"resources_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_country?post=14336"},{"taxonomy":"resources_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_language?post=14336"},{"taxonomy":"resources_audience","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_audience?post=14336"},{"taxonomy":"resources_format","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_format?post=14336"},{"taxonomy":"resources_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_topic?post=14336"},{"taxonomy":"resources_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_year?post=14336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}