{"id":18162,"date":"2024-03-08T16:06:27","date_gmt":"2024-03-08T16:06:27","guid":{"rendered":"https:\/\/raceandequality.org\/?post_type=resources&#038;p=18162"},"modified":"2024-03-08T15:17:01","modified_gmt":"2024-03-08T15:17:01","slug":"8m-a-forca-antirracista-na-luta-pelos-direitos-de-todas-as-mulheres","status":"publish","type":"resources","link":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/resources\/8m-a-forca-antirracista-na-luta-pelos-direitos-de-todas-as-mulheres\/","title":{"rendered":"8M: A For\u00e7a Antirracista na Luta pelos Direitos de Todas as Mulheres"},"content":{"rendered":"<p><strong>Washington D.C, 8 de mar\u00e7o de 2024. <\/strong>&#8211; Desde sua cria\u00e7\u00e3o, o movimento pelos direitos das mulheres tem sido alimentado por diferentes perspectivas, ampliando sua vis\u00e3o e miss\u00e3o em diferentes esferas da sociedade. Uma delas \u00e9 a <strong>perspectiva antirracista<\/strong> que, apesar de encontrar uma s\u00e9rie de obst\u00e1culos para a sua plena integra\u00e7\u00e3o, tem sido a base de importantes contribui\u00e7\u00f5es para a luta.<\/p>\n<p>Neste 8 de mar\u00e7o, <strong>Dia Internacional da Mulher<\/strong>, atrav\u00e9s do Instituto Internacional sobre Ra\u00e7a, Igualdade e Direitos Humanos (Ra\u00e7a e Igualdade), queremos exaltar a perspectiva antirracista, levando em conta que machismo e racismo s\u00e3o formas de opress\u00e3o que se entrela\u00e7am e afetam exclusivamente mulheres de diferentes origens \u00e9tnicas e raciais.\u00a0 No caso das Am\u00e9ricas, mulheres afrodescendentes e ind\u00edgenas em particular.<\/p>\n<p>Conversamos com l\u00edderes e ativistas de diferentes partes da Am\u00e9rica Latina para que elas mesmas pudessem perceber a import\u00e2ncia da perspectiva antirracista na luta pelos direitos das mulheres, suas contribui\u00e7\u00f5es para o movimento feminista e os desafios que persistem em diferentes n\u00edveis para incorporar plenamente essa vis\u00e3o no trabalho de defesa e promo\u00e7\u00e3o dos direitos das mulheres.<\/p>\n<p><strong>O racismo como gatilho para m\u00faltiplas formas de viol\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A perspectiva antirracista na luta pelos direitos das mulheres \u00e9 necess\u00e1ria se concebemos o racismo como uma viol\u00eancia que permeia o sistema, o Estado e as estruturas sociais, a fam\u00edlia, nossos corpos, e que faz com que a viol\u00eancia aumente; Ou seja, o racismo reconhecido como viol\u00eancia estrutural tamb\u00e9m replica e reproduz m\u00faltiplas formas de viol\u00eancia&#8221;, diz <strong>Patricia Torres Sandoval, mulher ind\u00edgena do Grupo P&#8217;urh\u00e9pecha, que integra a coordena\u00e7\u00e3o geral da Coordenadoria Nacional de Mulheres Ind\u00edgenas (Conami) no M\u00e9xico.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;A perspectiva antirracista dentro dos feminismos \u00e9 essencial porque entende que a categoria de mulheres \u00e9 muito mais ampla ou complexa do que apenas nos identificarmos como mulheres, engloba tudo o que seria a visibilidade da situa\u00e7\u00e3o e das experi\u00eancias das mulheres afrodescendentes, ind\u00edgenas, trans, traz a an\u00e1lise interseccional que \u00e9 pensar nas m\u00faltiplas formas de opress\u00e3o como o racismo, machismo, classe, processos migrat\u00f3rios, etc.&#8221;, diz <strong>Gilma Vieira da Silva, coordenadora regional da Rede de Jovens Afrodescendentes da Am\u00e9rica Latina e Caribe (REDJUAFRO).<\/strong><\/p>\n<p>Vieira da Silva acrescenta que a interseccionalidade n\u00e3o pode ser pensada sem um contexto \u00e9tnico-racial, e lembra que esse conceito foi formulado por uma mulher afrodescendente: a advogada e acad\u00eamica estadunidense Kimberl\u00e9 Crenshaw, que dedicou grande parte de seu trabalho para compreender a desigualdade estrutural em quest\u00f5es de g\u00eanero.<\/p>\n<p><strong>A viol\u00eancia de g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 individual<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 Torres Sandoval ressalta que as mulheres ind\u00edgenas t\u00eam contribu\u00eddo para o reconhecimento da viol\u00eancia coletiva. Ela explica que a frase &#8220;Meu corpo, meu territ\u00f3rio&#8221; \u2013 que foi apropriada como slogan pelo movimento feminista \u2013 vem de mulheres ind\u00edgenas como forma de dizer que violar seus corpos tamb\u00e9m viola a terra e o territ\u00f3rio. &#8220;Como mulheres e povos ind\u00edgenas, nos reconhecemos como parte integrante do territ\u00f3rio e da M\u00e3e Terra, contrariando a perspectiva ocidental de que somos donos da terra&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Para <strong>Gahela Cari, feminista trans ind\u00edgena da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Mulheres Camponesas, Artes\u00e3s, Ind\u00edgenas, Ind\u00edgenas e Assalariadas do Peru,<\/strong> o feminismo \u00e9 essencial para os processos de mudan\u00e7a, no entanto, ela ressalta que n\u00e3o basta se n\u00e3o for antirracista. Em suas palavras, o feminismo antirracista &#8220;se posiciona em meio a uma sociedade com tantas desigualdades&#8221; e mostra que, al\u00e9m do g\u00eanero, outros sistemas de opress\u00e3o impossibilitam viver com dignidade.<\/p>\n<p>&#8220;Temos que construir processos de escuta, di\u00e1logo, constru\u00e7\u00e3o coletiva. Mesmo quando n\u00e3o entendemos totalmente o que a outra pessoa est\u00e1 colocando na mesa&#8221;, aponta sobre uma tarefa necess\u00e1ria na luta feminista para trabalhar a partir de uma abordagem antirracista. Nesse sentido, ela destaca a import\u00e2ncia de fechar o caminho para processos autorit\u00e1rios no pa\u00eds, como o que est\u00e1 acontecendo com o atual regime pol\u00edtico no Peru.<\/p>\n<p><strong>Educar a partir de uma perspectiva antirracista, uma tarefa dupla<\/strong><\/p>\n<p>Nesse sentido, <strong>Fernanda Gomes, assistente social e integrante da <em>Articula\u00e7\u00e3o Brasileira de L\u00e9sbicas<\/em> (ABL) no Brasil,<\/strong> questiona o fato de que \u00e9 preciso educar constantemente sobre a perspectiva antirracista para pessoas e grupos que n\u00e3o t\u00eam essa vis\u00e3o adequada ou que, at\u00e9 mesmo, a excluem.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um grande desafio porque a gente perde tempo pensando em uma pol\u00edtica p\u00fablica, escrevendo um manifesto, para educar essas pessoas. Temos que estar constantemente dizendo &#8216;ah, fulano de tal, eu n\u00e3o sou seu professor, pesquise no Google, pergunte a um amigo branco seu&#8217;. O movimento de mulheres negras, l\u00e9sbicas e feministas tamb\u00e9m \u00e9 um movimento de educa\u00e7\u00e3o. Estamos educando pessoas brancas o tempo todo e \u00e9 exaustivo&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>Contribui\u00e7\u00f5es e desafios<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brisa Bucardo, jornalista do povo Miskito da Nicar\u00e1gua,<\/strong> destaca o papel que os movimentos de mulheres t\u00eam desempenhado no contexto da costa caribenha do pa\u00eds, pois n\u00e3o apenas fornecem apoio fundamental \u00e0s mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia, mas tamb\u00e9m lideraram as den\u00fancias das cidad\u00e3s e fortaleceram as capacidades das mulheres tanto individual quanto coletivamente. Al\u00e9m disso, desmantelaram conceitos arraigados de viol\u00eancia historicamente justificados sob o r\u00f3tulo de &#8220;cultura&#8221;.<\/p>\n<p>Em termos de contribui\u00e7\u00f5es para a luta pelos direitos das mulheres, <strong>Dunia Medina Moreno, mulher afrodescendente e membro da Rede de Mulheres de Cuba,<\/strong> destaca o papel que as mulheres afrodescendentes t\u00eam desempenhado na promo\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos humanos, o que resultou em uma prote\u00e7\u00e3o mais abrangente dos direitos de todas as pessoas em sua diversidade de identidades.<\/p>\n<p>&#8220;Devemos criar um feminismo onde todas as mulheres se encaixem, um feminismo interseccional onde todas as mulheres se integrem e possamos cobrir todas as dimens\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o que experimentamos&#8221;, diz <strong>Leticia Dandre Pie, ativista de direitos humanos na Rep\u00fablica Dominicana e membro do Movimento de Mulheres Dominicano-Haitianas (MUDHA).<\/strong><\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os na introdu\u00e7\u00e3o da perspectiva antirracista na luta pelos direitos das mulheres, ainda h\u00e1 desafios para uma real integra\u00e7\u00e3o que se traduza n\u00e3o apenas em ativismo mais inclusivo, mas tamb\u00e9m na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas mais abrangentes. &#8220;Sabemos que a milit\u00e2ncia hoje tem que ser reconhecida como um trabalho, o nosso tempo que colocamos na luta tem que ser reconhecido, mas muitas vezes as mulheres afrodescendentes recebem pouqu\u00edssimos recursos, isso inclui tamb\u00e9m mulheres trans, mulheres com defici\u00eancia, mulheres ind\u00edgenas&#8221;, diz Gilma Vieira da Silva, da REDJUAFRO.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o muitos os desafios para se considerar a perspectiva antirracista tanto no Estado, na academia e na sociedade em geral, h\u00e1 sobretudo um imagin\u00e1rio geral que ainda coloca o eurocentrismo como a ideia do melhor, de aspirar a ser esse estere\u00f3tipo branco hegem\u00f4nico voltado a certos par\u00e2metros da beleza est\u00e9tica, mas que n\u00e3o s\u00f3 existe no imagin\u00e1rio geral como consegue tamb\u00e9m permear as institui\u00e7\u00f5es.&#8221;\u00a0 diz Patricia Torres Sandoval, da CONAMI M\u00e9xico.<\/p>\n<h5>Do &#8220;feminismo branco&#8221; \u00e0 interseccionalidade<\/h5>\n<p>Uma das grandes cr\u00edticas aos feminismos origin\u00e1rios, ou o que podemos chamar de &#8220;feminismo branco&#8221;, \u00e9 que eles universalizaram a experi\u00eancia das mulheres brancas<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Ou seja, no in\u00edcio a luta do feminismo era reduzida apenas \u00e0s necessidades das mulheres que, de uma forma ou de outra, estavam em situa\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio.<\/p>\n<p>A perspectiva antirracista no feminismo \u00e9 crucial porque desafia essa vis\u00e3o euroc\u00eantrica e androc\u00eantrica que permeou muitos campos acad\u00eamicos e movimentos sociais por meio do feminismo branco<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. As mulheres racializadas que passaram a desafiar esses padr\u00f5es forneceram an\u00e1lises cr\u00edticas a partir de suas experi\u00eancias situadas, questionando as estruturas de poder e defendendo uma compreens\u00e3o mais completa das interse\u00e7\u00f5es entre ra\u00e7a, g\u00eanero e classe na luta contra a opress\u00e3o.<\/p>\n<p>Em particular, elas t\u00eam questionado a homogeneiza\u00e7\u00e3o da categoria &#8220;mulher&#8221; nos movimentos feministas, apontando que as experi\u00eancias das mulheres variam significativamente de acordo com sua ra\u00e7a, etnia, classe e orienta\u00e7\u00e3o sexual<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Essa abordagem interseccional tem enriquecido a compreens\u00e3o das interconex\u00f5es entre diferentes sistemas de opress\u00e3o.<\/p>\n<h5>Voc\u00ea sabia?<\/h5>\n<p>Existem instrumentos de prote\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de direitos com abordagem antirracista ou com perspectiva de g\u00eanero-ra\u00e7a. Alguns deles s\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos (DUDH): \u00c9 o documento internacional que estabelece os direitos fundamentais de todas as pessoas sem qualquer discrimina\u00e7\u00e3o baseada em ra\u00e7a ou g\u00eanero, entre outros.<\/li>\n<li>A Conven\u00e7\u00e3o sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o contra a Mulher (CEDAW) \u00e9 o instrumento internacional que trata especificamente da discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e leva em conta as dimens\u00f5es de ra\u00e7a e outros fatores. Reconhece a interseccionalidade das discrimina\u00e7\u00f5es enfrentadas pelas mulheres.<\/li>\n<li>Conven\u00e7\u00e3o Internacional pela Elimina\u00e7\u00e3o de todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o Racial (CERD): Este tratado das Na\u00e7\u00f5es Unidas pro\u00edbe a discrimina\u00e7\u00e3o racial em todas as suas formas e promove a igualdade racial. Embora n\u00e3o focalize exclusivamente a perspectiva de g\u00eanero, reconhece a interseccionalidade da discrimina\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Declara\u00e7\u00e3o e Plataforma de A\u00e7\u00e3o de Pequim sobre a Mulher: Esta conven\u00e7\u00e3o, que foi adotada na Quarta Confer\u00eancia Mundial sobre a Mulher em 1995, destaca a interseccionalidade e reconhece a import\u00e2ncia de abordar a discrimina\u00e7\u00e3o com base em g\u00eanero e ra\u00e7a.<\/li>\n<li>Conven\u00e7\u00e3o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol\u00eancia contra a Mulher (Conven\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m do Par\u00e1): \u00e9 o tratado regional interamericano que tem como foco a viol\u00eancia de g\u00eanero e reconhece a interseccionalidade das formas de discrimina\u00e7\u00e3o enfrentadas pelas mulheres, incluindo o racismo.<\/li>\n<li>Conven\u00e7\u00e3o 169 da OIT sobre Povos Ind\u00edgenas e Tribais em Pa\u00edses Independentes: Esta \u00e9 a conven\u00e7\u00e3o que aborda os direitos dos povos ind\u00edgenas e reconhece a import\u00e2ncia de abordar a discrimina\u00e7\u00e3o com base na ra\u00e7a.<\/li>\n<li>Declara\u00e7\u00e3o Americana sobre os Direitos dos Povos Ind\u00edgenas: reconhece o direito das mulheres ind\u00edgenas ao reconhecimento, prote\u00e7\u00e3o e gozo de todos os direitos humanos sem discrimina\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, estabelecendo o dever dos Estados de erradicar todas as formas de viol\u00eancia contra as mulheres ind\u00edgenas.<\/li>\n<\/ol>\n<h5>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/h5>\n<p>A fim de assegurar a integra\u00e7\u00e3o efetiva de uma perspectiva racial nas pol\u00edticas e resolu\u00e7\u00f5es relativas aos direitos das mulheres, os Estados e os \u00f3rg\u00e3os de direitos humanos devem:<\/p>\n<ul>\n<li>Formular pol\u00edticas de igualdade de g\u00eanero que incluam explicitamente a perspectiva interseccional na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de igualdade de g\u00eanero.<\/li>\n<li>Promover a diversidade em todos os n\u00edveis de lideran\u00e7a para refletir diferentes experi\u00eancias.<\/li>\n<li>Implementar programas educacionais que destaquem a import\u00e2ncia de compreender as complexidades da interseccionalidade. Em particular, promover a conscientiza\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da interseccionalidade em todas as \u00e1reas do governo, bem como nos \u00f3rg\u00e3os decis\u00f3rios e judiciais, para que essa perspectiva seja replicada nas decis\u00f5es.<\/li>\n<li>Apoiar e promover organiza\u00e7\u00f5es que trabalham na intersec\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e ra\u00e7a.<\/li>\n<li>Avaliar regularmente a efic\u00e1cia das pol\u00edticas, garantindo que v\u00e1rias camadas de discrimina\u00e7\u00e3o sejam abordadas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Parra, Fabiana (2021). <em>El feminismo ser\u00e1 antirracista o no ser\u00e1. <\/em>Joselito Bemb\u00e9. Revista Pol\u00edtico Cultural, nro. 2, p. 42, dispon\u00edvel em: https:\/\/www.memoria.fahce.unlp.edu.ar\/art_revistas\/pr.12875\/pr.12875.pdf<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Curiel, Ochy (2007). <em>Cr\u00edtica p\u00f3s-colonial \u00e0s pr\u00e1ticas pol\u00edticas do feminismo antirracista<\/em>. Nomads, ISSN 0121-7550, ISSN-e 2539-4762, No. 26, p. 93, dispon\u00edvel em: https:\/\/dialnet.unirioja.es\/servlet\/articulo?codigo=3997720<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Boddenberg, Sophia (2018). <em>Mulheres ind\u00edgenas e afrodescendentes, interseccionalidade e feminismo decolonial na Am\u00e9rica Latina. <\/em>Revista B\u00fasquedas Pol\u00edticas, Universidad Alberto Hurtado, dispon\u00edvel em: https:\/\/politicaygobierno.uahurtado.cl\/wp-content\/uploads\/sites\/8\/2018\/06\/sophia_boddenberg_mujeres_indigenas.pdf<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington D.C, 8 de mar\u00e7o de 2024. &#8211; Desde sua cria\u00e7\u00e3o, o movimento pelos direitos das mulheres tem sido alimentado por diferentes perspectivas, ampliando sua vis\u00e3o e miss\u00e3o em diferentes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":18163,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","format":"standard","categories":[],"resources_country":[1190],"resources_language":[],"resources_audience":[],"resources_format":[],"resources_topic":[1092,1101,1120,1329],"resources_year":[],"class_list":["post-18162","resources","type-resources","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","resources_country-brasil-pt-br","resources_topic-afrodescendentes","resources_topic-aldeias-indigenas","resources_topic-mulheres","resources_topic-uniao-europeia"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources\/18162","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources"}],"about":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resources"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18163"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18162"},{"taxonomy":"resources_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_country?post=18162"},{"taxonomy":"resources_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_language?post=18162"},{"taxonomy":"resources_audience","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_audience?post=18162"},{"taxonomy":"resources_format","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_format?post=18162"},{"taxonomy":"resources_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_topic?post=18162"},{"taxonomy":"resources_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_year?post=18162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}