{"id":18325,"date":"2024-04-26T14:09:08","date_gmt":"2024-04-26T14:09:08","guid":{"rendered":"https:\/\/raceandequality.org\/?post_type=resources&#038;p=18325"},"modified":"2024-04-26T14:23:30","modified_gmt":"2024-04-26T14:23:30","slug":"visibilidade-lesbica-um-olhar-sobre-a-forca-e-presenca-publica-lesbica","status":"publish","type":"resources","link":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/resources\/visibilidade-lesbica-um-olhar-sobre-a-forca-e-presenca-publica-lesbica\/","title":{"rendered":"Visibilidade l\u00e9sbica: um olhar sobre a for\u00e7a e presen\u00e7a p\u00fablica l\u00e9sbica"},"content":{"rendered":"<p><strong>Washington, D.C., 26 de abril de 2024 \u2013 <\/strong>O m\u00eas de abril traz muita for\u00e7a l\u00e9sbica. Esta data nos recorda o qu\u00e3o fundamental \u00e9 o papel pol\u00edtico das l\u00e9sbicas na hist\u00f3ria, a coragem e a determina\u00e7\u00e3o de muitas mulheres l\u00e9sbicas para enfrentar uma sociedade sexista, violenta e discriminat\u00f3ria. Essa for\u00e7a gerou um impacto ineg\u00e1vel em todos os pa\u00edses da regi\u00e3o; por isso, no Dia Internacional da Visibilidade L\u00e9sbica, o Instituto sobre Ra\u00e7a, Igualdade e Direitos Humanos (Ra\u00e7a e Igualdade) destaca e reconhece a luta de milhares de l\u00e9sbicas por visibilidade e para viver com dignidade, para que mais l\u00e9sbicas possam estar presentes nos espa\u00e7os p\u00fablicos exercendo seus direitos humanos.<\/p>\n<p>Como aponta o relat\u00f3rio regional da LESLAC<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> sobre a <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/18VWjZXIXp7RZxSbGUU1r4dCiKVaA221x\">Situa\u00e7\u00e3o das Mulheres L\u00e9sbicas, Bissexuais e Queer\/Queer em Abya Yala<\/a>, ao longo do tempo, as sociedades classificaram o lesbianismo apenas como uma pr\u00e1tica sexual individual e privada. No entanto, as l\u00e9sbicas muitas vezes demonstraram sua ess\u00eancia pol\u00edtica e coletiva dentro das lutas sociais. Prova disso \u00e9 o primeiro Encontro de Feministas L\u00e9sbicas da Am\u00e9rica Latina e Caribe (ELFLC), em 1987, no M\u00e9xico; um espa\u00e7o que surgiu da reflex\u00e3o de feministas l\u00e9sbicas para ter seus pr\u00f3prios encontros que representassem suas apostas pol\u00edticas<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Em 1995, a Quarta Confer\u00eancia da Mulher em Pequim, \u00a0discutiu a descriminaliza\u00e7\u00e3o de casais do mesmo sexo e a discrimina\u00e7\u00e3o com base na orienta\u00e7\u00e3o sexual como uma viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos pela primeira vez em uma confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas, sendo, portanto, reconhecida no Sistema Universal de Direitos Humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da determina\u00e7\u00e3o em garantir sua participa\u00e7\u00e3o na discuss\u00e3o e na a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, as mulheres l\u00e9sbicas est\u00e3o empenhadas em documentar e visibilizar suas realidades. Com o apoio da Ra\u00e7a e Igualdade, este m\u00eas ser\u00e1 lan\u00e7ado o primeiro relat\u00f3rio sobre a situa\u00e7\u00e3o das mulheres l\u00e9sbicas em Cuba: <strong>&#8220;Se n\u00e3o nos mencionam, n\u00e3o existimos: lesbofobia em Cuba&#8221;<\/strong>, que explica a invisibilidade das mulheres l\u00e9sbicas na Ilha. &#8220;Ainda existe viol\u00eancia contra mulheres l\u00e9sbicas, n\u00e3o aparecemos em nenhuma estat\u00edstica de feminic\u00eddio ou viol\u00eancia de g\u00eanero. N\u00e3o somos mencionadas em nenhuma das propostas que s\u00e3o feitas para uma lei abrangente [contra a viol\u00eancia de g\u00eanero]. Nem sequer aparecemos nas anedotas de mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia que s\u00e3o publicadas nas redes sociais&#8221;, diz <strong>Mar\u00eda Matienzo, jornalista independente, ativista cubana<\/strong> e pesquisadora respons\u00e1vel pelo relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Olguita Acu\u00f1a, cantora, compositora e performer nicaraguense, artivista feminista, l\u00e9sbica e membra do Coletivo de Produtores e Artistas Audiovisuais Latino-Americanos (COPAL), tem uma forma muito bonita de contribuir para a visibilidade l\u00e9sbica atrav\u00e9s das artes. &#8220;O pa\u00eds tem uma d\u00edvida hist\u00f3rica com as mulheres e a popula\u00e7\u00e3o LGBTI+. Na Nicar\u00e1gua, celebra-se a Miss Gay, Miss Trans, mas n\u00e3o o casamento igualit\u00e1rio e nem as fam\u00edlias do mesmo sexo. Pessoalmente, canto no feminino. Escrevo minhas can\u00e7\u00f5es e poemas de forma \u00f3bvia e descarada para as mulheres que amo ou amei, da sensualidade e da ternura. N\u00e3o nego, n\u00e3o escondo quem sou ou quem tenho a alegria de amar, diante de Deus e da sociedade&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Nessa linha, Pamela Almendra, musicista peruana, ressalta: &#8220;N\u00f3s, como artistas ou pessoas moderadamente p\u00fablicas, temos uma tarefa [pedag\u00f3gica] com a sociedade porque n\u00e3o somos extraterrestres, somos pessoas como qualquer outra&#8221;. Pamela \u00e9 uma renomada guitarrista profissional no Peru, que atrav\u00e9s de seu talento e fama contribuiu para visibilizar e gerar conscientiza\u00e7\u00e3o sobre sua identidade como l\u00e9sbica trans.<\/p>\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o das mulheres l\u00e9sbicas para a visibilidade, a ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os p\u00fablicos e a discuss\u00e3o sobre a melhor forma de viver tem sido realizada a partir de diversas \u00e1reas, coletiva e individualmente e com o prop\u00f3sito de caminhar em dire\u00e7\u00e3o a uma sociedade mais justa.<\/p>\n<p>Nesse sentido, cabe aos Estados implementar medidas concretas para garantir uma vida digna \u00e0s l\u00e9sbicas e o pleno exerc\u00edcio de seus direitos humanos:<\/p>\n<ul>\n<li>Implementar pol\u00edticas de Educa\u00e7\u00e3o Sexual Integral sob uma abordagem de direitos humanos para que a diversidade sexual e as identidades de g\u00eanero sejam reconhecidas e respeitadas;<\/li>\n<li>Garantir o tratamento digno das mulheres l\u00e9sbicas em todos os servi\u00e7os p\u00fablicos e privados do pa\u00eds, atrav\u00e9s do fortalecimento de programas de capacita\u00e7\u00e3o de autoridades, operadores de justi\u00e7a, agentes p\u00fablicos e funcion\u00e1rios administrativos e da adequa\u00e7\u00e3o de protocolos assistenciais.<\/li>\n<li>Registrar, documentar e analisar a viol\u00eancia contra l\u00e9sbicas para melhor ilustrar situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia e, posteriormente, formular pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia.<\/li>\n<li>Garantir o acesso \u00e0 justi\u00e7a por meio da investiga\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00e3o e crimes cometidos contra mulheres l\u00e9sbicas. Da mesma forma, desenvolver mecanismos para evitar a criminaliza\u00e7\u00e3o de m\u00e3es l\u00e9sbicas em processos de guarda de seus filhos.<\/li>\n<li>Garantir e defender os direitos civis e os direitos familiares das l\u00e9sbicas atrav\u00e9s do acesso \u00e0 igualdade no casamento e do reconhecimento legal para m\u00e3es l\u00e9sbicas e fam\u00edlias diversas. Nesse sentido, tamb\u00e9m \u00e9 preciso respeitar os direitos adquiridos no exterior.<\/li>\n<li>Promover o acesso das l\u00e9sbicas aos espa\u00e7os pol\u00edticos e posi\u00e7\u00f5es de poder, de forma a garantir o direito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o violenta e \u00e0 representa\u00e7\u00e3o de identidades.<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Rede de Organiza\u00e7\u00f5es de Mulheres L\u00e9sbicas e Bissexuais na Am\u00e9rica Latina e Caribe &#8211; LESLAC<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Jornada Tripla (2004). <em>Al\u00e9m da escolha sexual<\/em>. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.jornada.com.mx\/2004\/09\/06\/informacion\/73_encuentro_lesbi.htm\">https:\/\/www.jornada.com.mx\/2004\/09\/06\/informacion\/73_encuentro_lesbi.htm<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Comunidade de Madrid (2019). <em>Estudo sobre as causas da invisibilidade e da dupla discrimina\u00e7\u00e3o sofridas pelas l\u00e9sbicas na Comunidade de Madrid<\/em>. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.comunidad.madrid\/sites\/default\/files\/doc\/estudio_lebianas.pdf\">https:\/\/www.comunidad.madrid\/sites\/default\/files\/doc\/estudio_lebianas.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A determina\u00e7\u00e3o e a for\u00e7a das l\u00e9sbicas pela visibilidade, por ocupar espa\u00e7os p\u00fablicos e de fala possibilitaram um caminho para o reconhecimento de seus direitos humanos.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":18320,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","format":"standard","categories":[],"resources_country":[],"resources_language":[],"resources_audience":[],"resources_format":[],"resources_topic":[1103],"resources_year":[],"class_list":["post-18325","resources","type-resources","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","resources_topic-lgbti-pt-br"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources\/18325","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources"}],"about":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resources"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18320"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18325"},{"taxonomy":"resources_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_country?post=18325"},{"taxonomy":"resources_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_language?post=18325"},{"taxonomy":"resources_audience","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_audience?post=18325"},{"taxonomy":"resources_format","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_format?post=18325"},{"taxonomy":"resources_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_topic?post=18325"},{"taxonomy":"resources_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_year?post=18325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}