{"id":19380,"date":"2024-11-25T15:53:33","date_gmt":"2024-11-25T15:53:33","guid":{"rendered":"https:\/\/raceandequality.org\/?post_type=resources&#038;p=19380"},"modified":"2024-11-25T19:13:27","modified_gmt":"2024-11-25T19:13:27","slug":"dia-internacional-para-a-eliminacao-da-violencia-contra-as-mulheres-2024","status":"publish","type":"resources","link":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/resources\/dia-internacional-para-a-eliminacao-da-violencia-contra-as-mulheres-2024\/","title":{"rendered":"A viol\u00eancia de g\u00eanero e a sa\u00fade mental das mulheres defensoras dos direitos humanos: reconhecer o impacto e propor medidas de preven\u00e7\u00e3o, cuidados e repara\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><b>Washington, DC; 25 de novembro de 2024 <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Berta Soler, l\u00edder da organiza\u00e7\u00e3o Damas de Blanco (Cuba), iniciou o seu ativismo quando o seu filho tinha quatro anos de idade; hoje tem 29. Durante esse tempo, Soler foi alvo de diferentes formas de repress\u00e3o por parte do governo cubano, devido \u00e0 sua luta persistente contra a situa\u00e7\u00e3o das pessoas privadas de liberdade por raz\u00f5es pol\u00edticas na ilha.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Por vezes, as crian\u00e7as s\u00e3o negligenciadas e s\u00e3o assumidos outros papeis, o que entra em conflito&#8221;, partilha Soler, aludindo ao duplo e mesmo triplo papel que as mulheres ativistas e defensoras dos direitos humanos assumem em sociedades onde prevalece a viol\u00eancia masculina e onde tamb\u00e9m existem governos autorit\u00e1rios que se op\u00f5em \u00e0s a\u00e7\u00f5es da sociedade civil independente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3 nos \u00faltimos tr\u00eas meses, a ativista cubana foi detida arbitrariamente e sujeita ao desaparecimento for\u00e7ado em duas ocasi\u00f5es. A primeira ocorreu em 22 de setembro, quando agentes da Seguran\u00e7a do Estado a detiveram e levaram-na para uma esquadra de pol\u00edcia, onde esteve detida durante 67 horas; e a segunda vez foi no dia 10 de novembro, quando esteve desaparecida durante mais de 76 horas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Aqui (na organiza\u00e7\u00e3o Damas de Branco) temos mulheres que est\u00e3o na porta das suas casas para vender duas garrafas t\u00e9rmicas de caf\u00e9, e a \u00fanica coisa que ganham com isso \u00e9 um peda\u00e7o de lixo, e o regime cubano chega e diz \u2018n\u00e3o pode vender isso, porque sen\u00e3o te coloco na pris\u00e3o\u2019. Porque \u00e9 uma defensora dos direitos humanos, a tua vida j\u00e1 est\u00e1 marcada. Eles te excluem da sociedade&#8221;, acrescenta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Reconhecer um problema com diferentes matizes<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para comemorar este <\/span><b>Dia Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia contra as Mulheres<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, n\u00f3s, do Instituto Ra\u00e7a, Igualdade e Direitos Humanos (Ra\u00e7a e Igualdade), nos propusemos a tornar vis\u00edveis os depoimentos de mulheres ativistas que, no processo de promo\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos humanos, est\u00e3o expostas a m\u00faltiplas formas de viol\u00eancia com impacto na sua sa\u00fade mental, e fazemos uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es para dar fim a este sofrimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As Na\u00e7\u00f5es Unidas <\/span><a href=\"https:\/\/www.ohchr.org\/es\/women\/women-human-rights-defenders\"><span style=\"font-weight: 400;\">reconheceram<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> que as mulheres que trabalham em prol dos direitos das mulheres e da igualdade de g\u00eanero s\u00e3o frequentemente alvo de viol\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o e amea\u00e7as porque o seu trabalho desafia as normas tradicionais de g\u00eanero e exp\u00f5e as desigualdades estruturais da sociedade e, para al\u00e9m de enfrentarem os riscos habituais, essas mulheres defensoras dos direitos humanos &#8211;\u00a0 <\/span><a href=\"https:\/\/www.oas.org\/es\/cidh\/r\/dddh\/guias\/GuiaPractica_DefensoresDDHH-v3_SPA.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">uma das atividades mais perigosas na Am\u00e9rica <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">Latina<\/span><a href=\"https:\/\/www.oas.org\/es\/cidh\/r\/dddh\/guias\/GuiaPractica_DefensoresDDHH-v3_SPA.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\"> -,<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> sofrem ataques espec\u00edficos devido \u00e0 sua identidade, atua\u00e7\u00e3o em movimentos feministas ou ao foco do seu trabalho, como a promo\u00e7\u00e3o dos direitos LGBTI+.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para <\/span><b>Maria Eduarda Aguiar, mulher trans, advogada, volunt\u00e1ria do Grupo Pela Vida no Rio de Janeiro e presidente do Conselho Estadual LGBT em 2022-2024<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, a viol\u00eancia enfrentada pelas mulheres na esfera pol\u00edtica no Brasil \u00e9 marcada pelo assassinato de Marielle Franco, defensora de direitos humanos e vereadora do Rio de Janeiro, brutalmente assassinada em mar\u00e7o de 2018.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Deste modo, a sa\u00fade mental das mulheres \u00e9 extremamente afetada pelas in\u00fameras formas de viol\u00eancia a que estamos expostas por defendermos uma ideia, ocuparmos um espa\u00e7o ou levantarmos uma bandeira. Mas temos que continuar lutando por uma educa\u00e7\u00e3o inclusiva, antirracista, anti-LGBTIf\u00f3bica e feminista&#8221;, afirma.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A viol\u00eancia sofrida pelas mulheres ativistas \u00e9 agravada pela estigmatiza\u00e7\u00e3o e pela falta de mecanismos de prote\u00e7\u00e3o eficazes, o que tem impacto na sua sa\u00fade mental e se manifesta em n\u00edveis elevados de estresse, ansiedade, depress\u00e3o e, em muitos casos, de perturba\u00e7\u00e3o de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico. Estas consequ\u00eancias est\u00e3o ligadas n\u00e3o s\u00f3 \u00e0s agress\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas que sofrem, mas tamb\u00e9m ao isolamento social, \u00e0 exaust\u00e3o emocional e \u00e0 sobrecarga de responsabilidades em contextos hostis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 o caso de Berta Soler e de outros membros da organiza\u00e7\u00e3o Damas de Blanco, em Cuba, cujo caso motivou recentemente o envio de uma <\/span><a href=\"https:\/\/srdefenders.org\/cuba-detenciones-arbitrarias-criminalizacion-violencia-asedio-vigilancia-y-amenazas-en-contra-de-berta-soler-fernandez-e-integrantes-de-la-organizacion-damas-de-blanco-comunica\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">comunica\u00e7\u00e3o conjunta<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> ao Governo Cubano por parte de oito relatorias e especialistas das Na\u00e7\u00f5es Unidas, incluindo o Relator Especial sobre a situa\u00e7\u00e3o dos defensores dos direitos humanos, o Relator Especial sobre a viol\u00eancia contra as mulheres e meninas, suas causas e consequ\u00eancias, o Relator Especial sobre as formas contempor\u00e2neas de racismo, discrimina\u00e7\u00e3o racial, xenofobia e intoler\u00e2ncias correlatas e o Relator Especial sobre os direitos \u00e0 liberdade de reuni\u00e3o pac\u00edfica e de associa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na comunica\u00e7\u00e3o, manifestam a sua preocupa\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o de deten\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias, criminaliza\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, cerco, vigil\u00e2ncia e amea\u00e7as contra Berta Soler e membros da organiza\u00e7\u00e3o Damas de Blanco, e solicitam ao governo que responda aos fatos alegados no prazo de 60 dias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Azahalea Sol\u00eds, defensora nicaraguense dos direitos humanos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, destaca o fato de a viol\u00eancia contra as mulheres afetar tamb\u00e9m as pessoas que as rodeiam e de o medo, como uma das consequ\u00eancias, se traduzir numa falta de plenitude de vida, de participa\u00e7\u00e3o, de a\u00e7\u00e3o e de express\u00e3o. &#8220;A vida c\u00edvica das mulheres que sofrem viol\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 afetada e, por conseguinte, a sua participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, bem como a sua autonomia econ\u00f4mica e as suas rela\u00e7\u00f5es sociais&#8221;, sublinha.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Do Peru, <\/span><b>Jimena Holgu\u00edn, membro das Lesbianas Independientes Feministas Socialistas (LIFS)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, analisa os efeitos que a viol\u00eancia de g\u00eanero pode ter na vida das mulheres.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Podemos experimentar o estresse, ou seja, um estado de tens\u00e3o, de alerta, de inseguran\u00e7a, de medo at\u00e9 ao ponto do terror ou do p\u00e2nico. Pode tamb\u00e9m causar ansiedade, depress\u00e3o, baixa autoestima, isolamento social, dist\u00farbios do sono e da alimenta\u00e7\u00e3o [&#8230;]. A depress\u00e3o pode tornar-se muito elevada, perdendo o sentido da vida e at\u00e9 do pr\u00f3prio eu, a tal ponto que, querendo fugir da sua realidade de abuso, opress\u00e3o, viol\u00eancia, podem at\u00e9 cometer suic\u00eddio&#8221;, destaca.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Mar\u00eda Camila Z\u00fa\u00f1iga Saa, membro do Movimento de Mulheres Unidas, Diversas e Empoderadas (MUDE)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, salienta que a vida das mulheres \u00e9 marcada pela viol\u00eancia que sofrem na esfera privada, especialmente por parte dos seus parceiros. Nesse sentido, ela ressalta: &#8220;Uma das primeiras manifesta\u00e7\u00f5es do agressor \u00e9 atac\u00e1-la psicologicamente, faz\u00ea-la sentir-se feia, fraca, incapaz, entre outros. Tudo com o intuito de ter o controle sobre si e torn\u00e1-la dependente para poder abusar de si a seu pr\u00f3prio prazer e necessidade&#8221;.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Acrescenta que, na esfera p\u00fablica, esta viol\u00eancia pode ser agravada porque &#8220;a sociedade reproduz padr\u00f5es e estere\u00f3tipos e, de fato, nos culpa por muitas das situa\u00e7\u00f5es que vivemos enquanto v\u00edtimas. Al\u00e9m disso, a neglig\u00eancia das institui\u00e7\u00f5es aumenta as crises de sa\u00fade mental porque nos sentimos sozinhas e desprotegidas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos, no documento <\/span><a href=\"https:\/\/www.oas.org\/es\/cidh\/r\/dddh\/guias\/GuiaPractica_DefensoresDDHH-v3_SPA.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">Gu\u00eda Pr\u00e1ctica sobre Lineamientos y Recomendaciones para la Elaboraci\u00f3n de Planes de Mitigaci\u00f3n de Riesgos de Personas Defensoras de Derechos Humanos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, afirma que o impacto da viol\u00eancia \u00e9 agravado quando as mulheres ativistas pertencem a grupos em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. &#8220;Por exemplo, as mulheres afrodescendentes, ind\u00edgenas ou LGBTQI+ enfrentam formas interseccionais de discrimina\u00e7\u00e3o que acrescentam camadas adicionais de viol\u00eancia e exclus\u00e3o&#8221;, afirma.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Recomenda\u00e7\u00f5es para uma resposta global\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A viol\u00eancia de g\u00eanero n\u00e3o s\u00f3 procura silenciar as ativistas, como tamb\u00e9m tem um impacto profundo e duradouro na sua sa\u00fade mental e emocional. Ao reconhecermos a magnitude deste problema, podemos avan\u00e7ar para um sistema de apoio abrangente que n\u00e3o s\u00f3 lhes permita sarar, mas tamb\u00e9m continuar o seu inestim\u00e1vel trabalho em prol da justi\u00e7a e dos direitos humanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para <\/span><b>Nedelka Lacayo, do Enlace de Mujeres Negras de Honduras (ENMUEH<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">), \u00e9 fundamental que os Estados elaborem e implementem programas de preven\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o, e assinala que o acesso \u00e0 justi\u00e7a \u00e9 um elemento chave neste processo, j\u00e1 que as altas taxas de impunidade provocam desconfian\u00e7a entre as mulheres que sofrem viol\u00eancia e as impedem de recorrer \u00e0s autoridades.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 da responsabilidade dos Estados garantir a prote\u00e7\u00e3o das mulheres defensoras dos direitos humanos e erradicar todas as formas de viol\u00eancia contra elas, em conformidade com as normas internacionais em mat\u00e9ria de direitos humanos, como a <\/span><b>Conven\u00e7\u00e3o sobre a Elimina\u00e7\u00e3o de Todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o contra as Mulheres <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">(CEDAW) e a <\/span><b>Conven\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m do Par\u00e1<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse contexto, Ra\u00e7a e Igualdade formula as seguintes recomenda\u00e7\u00f5es\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Para os Estados:<\/strong><\/p>\n<p><b>Adotar e aplicar um quadro jur\u00eddico contra a viol\u00eancia de g\u00eanero: <\/b>aprovar e aplicar leis que abordem todas as formas de viol\u00eancia contra as mulheres, com mecanismos eficazes de controle e aplica\u00e7\u00e3o. Estas leis devem garantir uma prote\u00e7\u00e3o abrangente das mulheres, em especial das defensoras dos direitos humanos, e abordar a viol\u00eancia intersetorial.<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><b>Refor\u00e7o dos sistemas de prote\u00e7\u00e3o das mulheres defensoras: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">criar mecanismos espec\u00edficos de prote\u00e7\u00e3o das mulheres defensoras, concebidos em consulta com as mesmas, para evitar ataques, criminaliza\u00e7\u00e3o e estigmatiza\u00e7\u00e3o do seu trabalho.<\/span><\/li>\n<li aria-level=\"1\"><b>Cria\u00e7\u00e3o de sistemas de resposta eficazes<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: criar unidades especializadas no \u00e2mbito das for\u00e7as de seguran\u00e7a e do sistema judicial para lidar com a viol\u00eancia de g\u00eanero, garantindo investiga\u00e7\u00f5es exaustivas e imparciais e san\u00e7\u00f5es para os autores.<\/span><\/li>\n<li aria-level=\"1\"><b>Erradica\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es aos direitos fundamentais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: assegurar o pleno exerc\u00edcio da liberdade de express\u00e3o, de reuni\u00e3o e de associa\u00e7\u00e3o, eliminando quaisquer medidas que limitem as mulheres ou as suas organiza\u00e7\u00f5es no seu trabalho no dom\u00ednio dos direitos humanos.<\/span><\/li>\n<li aria-level=\"1\"><b>Pol\u00edticas p\u00fablicas e di\u00e1logo com a sociedade civil<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: atribuir recursos suficientes para a execu\u00e7\u00e3o de programas de preven\u00e7\u00e3o e de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero e garantir a participa\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es de mulheres na sua conce\u00e7\u00e3o, execu\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><b>\u00c0s organiza\u00e7\u00f5es internacionais:<\/b><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Refor\u00e7ar os mecanismos de monitora\u00e7\u00e3o e de informa\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: criar ou refor\u00e7ar sistemas independentes de monitora\u00e7\u00e3o e documenta\u00e7\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o das mulheres defensoras dos direitos humanos e a viol\u00eancia de g\u00eanero nos pa\u00edses, assegurando que os resultados s\u00e3o utilizados para pressionar os Estados a cumprirem as suas obriga\u00e7\u00f5es internacionais.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Assist\u00eancia t\u00e9cnica e forma\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: fornecer assist\u00eancia t\u00e9cnica e programas de forma\u00e7\u00e3o \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e aos Estados sobre as normas internacionais em mat\u00e9ria de direitos humanos, viol\u00eancia de g\u00eanero e prote\u00e7\u00e3o das mulheres defensoras dos direitos humanos, promovendo o refor\u00e7o das capacidades locais.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Defesa pol\u00edtica e diplom\u00e1tica<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: utilizar a sua influ\u00eancia nos f\u00f3runs internacionais e nas rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas para exigir que os Estados apliquem medidas eficazes para erradicar a viol\u00eancia de g\u00eanero, proteger as mulheres defensoras dos direitos humanos e garantir o respeito pelas liberdades fundamentais.<\/span><\/li>\n<li aria-level=\"1\"><b>Financiamento e apoio sustentados \u00e0s mulheres defensoras e \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es locais: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">fornecer recursos financeiros \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es lideradas por mulheres em contextos altamente vulner\u00e1veis, garantindo que possam continuar o seu trabalho com independ\u00eancia e resili\u00eancia diante \u00e0s amea\u00e7as.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><b>\u00c0 sociedade civil:<\/b><\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Refor\u00e7ar as redes de apoio internas e externas: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">As organiza\u00e7\u00f5es devem criar espa\u00e7os seguros e confidenciais onde os ativistas possam partilhar experi\u00eancias e procurar apoio sem receio de repres\u00e1lias. A promo\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de redes de colabora\u00e7\u00e3o entre ativistas e aliados pode ajudar a criar resili\u00eancia coletiva e a combater o isolamento.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Promover assist\u00eancia e capacita\u00e7\u00f5es sobre a sa\u00fade mental relacionada \u00e0s quest\u00f5es de g\u00eanero: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">tornar os profissionais de sa\u00fade mental aliados para que compreendam a din\u00e2mica da viol\u00eancia de g\u00eanero e os desafios espec\u00edficos enfrentados pelas mulheres defensoras dos direitos humanos. Isto inclui facilitar o acesso a terapias especializadas que tratam tanto os efeitos imediatos como os impactos prolongados do trauma.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Defender pol\u00edticas p\u00fablicas inclusivas e protetoras: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">promover o di\u00e1logo com as institui\u00e7\u00f5es governamentais para incentivar a ado\u00e7\u00e3o de protocolos de prote\u00e7\u00e3o espec\u00edficos para as mulheres ativistas<\/span><b>.\u00a0<\/b><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\"><b>Implementar campanhas de sensibiliza\u00e7\u00e3o da comunidade: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">desenvolver e implementar campanhas que real\u00e7am o papel fundamental das mulheres defensoras dos direitos humanos e os riscos que enfrentam.\u00a0<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Perante as diferentes situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia que os defensores dos direitos humanos podem enfrentar no seu cotidiano, tanto f\u00edsica como emocionalmente, Ra\u00e7a e Igualdade desenvolveu o <\/span><a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/GUIA-AUTOCUIDADO_FINAL.pdf\"><b>Guia de Autocuidado &#8220;Se eu cuidar de mim, posso cuidar dos outros&#8221;<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, que visa sensibilizar para os riscos a que est\u00e3o expostos &#8211; especialmente para a sua sa\u00fade mental &#8211; e ajud\u00e1-los a tomar medidas para cuidarem<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, DC; 25 de novembro de 2024 &#8211; Berta Soler, l\u00edder da organiza\u00e7\u00e3o Damas de Blanco (Cuba), iniciou o seu ativismo quando o seu filho tinha quatro anos de idade; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":19375,"parent":0,"menu_order":0,"template":"","format":"standard","categories":[],"resources_country":[],"resources_language":[],"resources_audience":[],"resources_format":[],"resources_topic":[1098,1120],"resources_year":[],"class_list":["post-19380","resources","type-resources","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","resources_topic-direitos-humanos","resources_topic-mulheres"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources\/19380","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources"}],"about":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/resources"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19375"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19380"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19380"},{"taxonomy":"resources_country","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_country?post=19380"},{"taxonomy":"resources_language","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_language?post=19380"},{"taxonomy":"resources_audience","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_audience?post=19380"},{"taxonomy":"resources_format","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_format?post=19380"},{"taxonomy":"resources_topic","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_topic?post=19380"},{"taxonomy":"resources_year","embeddable":true,"href":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/resources_year?post=19380"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}