{"id":19945,"date":"2025-06-28T03:39:43","date_gmt":"2025-06-28T03:39:43","guid":{"rendered":"https:\/\/raceandequality.org\/?post_type=resources&#038;p=19945"},"modified":"2025-06-30T17:12:47","modified_gmt":"2025-06-30T17:12:47","slug":"dia-do-orgulho-desafios-direitos-lgbt-america-latina","status":"publish","type":"resources","link":"https:\/\/raceandequality.org\/pt-br\/resources\/dia-do-orgulho-desafios-direitos-lgbt-america-latina\/","title":{"rendered":"Orgulho em resist\u00eancia: Desafios persistentes para os direitos LGBTI+ na Am\u00e9rica Latina e no Caribe"},"content":{"rendered":"<p><strong>Washington, D.C., 28 de junho de 2025.<\/strong>\u2013 O <strong>Dia do Orgulho<\/strong> LGBTI+ nasceu de um ato de protesto e resist\u00eancia contra a discrimina\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia. Embora tenha sido um importante ponto de virada na luta pelos direitos das pessoas com orienta\u00e7\u00f5es sexuais e identidades de g\u00eanero diversas, a verdade \u00e9 que, 56 anos ap\u00f3s os protestos de <em><strong>Stonewall<\/strong><\/em>, em 28 de junho de 1969, em Nova York, a resist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 passado \u2014 \u00e9 presente, especialmente em uma regi\u00e3o que marginaliza e violenta pessoas LGBTI+.<\/p>\n<p>Em comemora\u00e7\u00e3o ao Dia do Orgulho LGBTI+, o Instituto sobre Ra\u00e7a, Igualdade e Direitos Humanos (Ra\u00e7a e Igualdade) reconhece que a Am\u00e9rica Latina e o Caribe t\u00eam <strong>avan\u00e7ado significativamente em termos legislativos<\/strong>, com medidas como a prote\u00e7\u00e3o contra discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia por orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero, o casamento igualit\u00e1rio e o reconhecimento da identidade de g\u00eanero para pessoas trans e n\u00e3o-bin\u00e1rias.<\/p>\n<p>No entanto, destacamos que a regi\u00e3o ainda enfrenta <strong>s\u00e9rios desafios<\/strong> para a efetiva implementa\u00e7\u00e3o dessas leis, al\u00e9m de registrar <strong>n\u00fameros alarmantes de viol\u00eancia e assassinatos contra pessoas LGBTI+.<\/strong> Esse cen\u00e1rio se agrava com o aumento dos discursos de \u00f3dio promovidos por grupos anti-direitos, o estabelecimento de governos autorit\u00e1rios em diversos pa\u00edses e a dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>O assassinato de pessoas por sua orienta\u00e7\u00e3o sexual ou identidade de g\u00eanero \u00e9 uma realidade na Am\u00e9rica Latina \u2014 tanto que <strong>a regi\u00e3o \u00e9 considerada a mais perigosa do mundo para pessoas trans, especialmente mulheres trans.<\/strong> Nesse contexto, Brasil, M\u00e9xico e Col\u00f4mbia lideram os n\u00fameros: segundo o <em>Trans Murder Monitoring<\/em>, entre outubro de 2023 e setembro de 2024, foram registrados 106 assassinatos no Brasil, 71 no M\u00e9xico e 25 na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Na Col\u00f4mbia, o brutal assassinato da ativista trans e defensora de direitos humanos <strong>Sara Millerey<\/strong>, ocorrido em abril de 2025, inspirou a luta pela aprova\u00e7\u00e3o do projeto de <a href=\"https:\/\/raceandequality.org\/es\/resources\/proyecto-ley-integral-trans-colombia\/\"><strong>Lei Integral Trans<\/strong><\/a>, que foi formalmente apresentado ao Congresso da Rep\u00fablica nos \u00faltimos dias, marcando um marco hist\u00f3rico na luta pelo reconhecimento e garantia dos direitos das pessoas trans e n\u00e3o-bin\u00e1rias no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Por outro lado, o <strong>fechamento do espa\u00e7o c\u00edvico<\/strong> em pa\u00edses como Cuba e Nicar\u00e1gua, bem como a aprova\u00e7\u00e3o de leis que restringem e condicionam o trabalho de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais na \u00e1rea de direitos humanos \u2014 como ocorreu recentemente em El Salvador e no Peru \u2014 representam um grave retrocesso na luta pelos direitos das pessoas LGBTI+.<\/p>\n<p>Soma-se a isso a <strong>redu\u00e7\u00e3o repentina e dr\u00e1stica da coopera\u00e7\u00e3o internacional<\/strong>, a partir da suspens\u00e3o de fundos por parte do governo dos Estados Unidos, o que coloca em risco anos de trabalho comunit\u00e1rio, redes de prote\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os b\u00e1sicos (como sa\u00fade, abrigo e assist\u00eancia jur\u00eddica) e participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Sem esse apoio, muitas organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguem se manter, especialmente em contextos onde n\u00e3o existem pol\u00edticas p\u00fablicas reais de inclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante dessa realidade, reafirmamos nosso compromisso com a promo\u00e7\u00e3o e defesa dos direitos das pessoas LGBTI+, especialmente junto aos mecanismos internacionais de prote\u00e7\u00e3o dos direitos humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas e do Sistema Interamericano. Mas tamb\u00e9m fazemos um chamado \u00e0 comunidade internacional, aos governos e \u00e0 sociedade civil para proteger essa popula\u00e7\u00e3o e garantir seus direitos.<\/p>\n<p>Hoje, mais do que nunca, <strong>o orgulho deve se traduzir em a\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2014 porque, para as pessoas LGBTI+, resistir n\u00e3o \u00e9 um ato simb\u00f3lico: \u00e9 uma forma de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, D.C., 28 de junho de 2025.\u2013 O Dia do Orgulho LGBTI+ nasceu de um ato de protesto e resist\u00eancia contra a discrimina\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia. 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