Primeiro relatório sobre transmasculinidades e pessoas não binárias no Peru: um passo fundamental para o reconhecimento e proteção das diversas identidades no país e na região

Washington D.C., 29 de setembro de 2021 – Com o objetivo de contribuir para a promoção e proteção dos direitos das pessoas transmasculinas e de gênero não binário no Peru, […]

For players seeking an alternative to conventional regulated platforms, casino without license offer a compelling proposition: fewer restrictions, faster sign-ups, and full access to games and withdrawals without extensive identity verification processes that traditional casinos require. Withdrawal speed and reliability are among the most important factors to evaluate at any casino, and this is particularly true for platforms without traditional licenses. The fastest payouts are typically processed through cryptocurrency wallets, which can complete transactions in under an hour. E-wallet withdrawals at these platforms are also generally faster than bank transfer options. Researching a platform's historical withdrawal performance through independent player forums and review sites provides the most reliable insight into what you can expect. While casinos without traditional licenses offer genuine advantages in terms of speed and privacy, players should approach them with informed caution. Without regulatory oversight, there is no external authority to turn to in case of disputes regarding withheld winnings or unfair game outcomes. Due diligence is essential – researching player reviews, checking for transparent game audits, and verifying the platform's withdrawal track record before making significant deposits are all important steps toward a safer experience. One of the primary reasons players gravitate toward unlicensed or alternatively licensed casinos is the elimination of KYC procedures. Know Your Customer requirements at traditional casinos can delay withdrawals for days or even weeks while documents are reviewed. Platforms that operate without these requirements allow players to register with just an email address or a cryptocurrency wallet, and begin playing immediately. For players who value their privacy and want instant access to their winnings, this streamlined approach is highly appealing. Bonuses and promotions at casinos without traditional licenses can be particularly generous, as these platforms compete aggressively for player attention without the marketing restrictions that licensed operators sometimes face. Welcome bonuses, reload offers, free spins, and cashback promotions are all common features. However, players should always carefully read the terms attached to any bonus, as wagering requirements and withdrawal limits determine the actual value of any promotional offer regardless of where the casino is licensed. Casinos without a traditional license typically operate under alternative frameworks, including cryptocurrency-based platforms that leverage blockchain technology to ensure transparency and fairness without relying on conventional gambling authorities. These platforms use provably fair algorithms that allow any player to independently verify the outcome of every game, providing a form of technological accountability that replaces regulatory oversight. For tech-savvy players who understand blockchain mechanics, this represents a genuinely innovative approach to fair gaming. Ultimately, finding the right casino without a traditional license requires the same careful evaluation you would apply to any online gambling platform: checking player reviews, verifying withdrawal reliability, understanding bonus terms, and ensuring that the games offered are genuinely fair. The platforms that perform well on all these measures earn the trust of their players through consistent quality and transparency, demonstrating that regulatory licenses are not the only path to a trustworthy casino experience.

Washington D.C., 29 de setembro de 2021 – Com o objetivo de contribuir para a promoção e proteção dos direitos das pessoas transmasculinas e de gênero não binário no Peru, o Instituto sobre Raça, Igualdade e Direitos Humanos (Raça e Igualdade) lançou em 24 de setembro de 2021, o primeiro relatório que mostra a situação dessa população no país com recomendações ao Estado,  à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e às Nações Unidas visando a garantia dos seus direitos humanos.

O relatório, intitulado “Corpos e Resistências que TRANSgreden a pandemia: Transmasculinidades e pessoas de gênero não binário no Peru”, foi lançado através de um evento virtual, que contou com a participação de representantes do movimento transmasculino e não-binário no Peru – incluindo duas pessoas que fizeram o relatório – e do Especialista Independente das Nações Unidas sobre Orientação Sexual e Identidade de Gênero (IESOGI),  Victor Madrigal-Borloz.

“No Peru, os direitos das pessoas trans ainda não são reconhecidos, a começar pelas limitações disponíveis para acessar o direito à identidade, o que significa que outros direitos fundamentais não podem ser acessados”, observou o Diretor Executivo de Raça e Igualdade, Carlos Quesada, que também afirmou que, ao falar sobre a população trans, geralmente pensamos apenas em mulheres trans, o que significa que as experiências e demandas de pessoas transmasculinas e de gênero não binário, não se refletem em políticas públicas e, em determinadas ocasiões, não estão presentes na agenda do movimento LGBTI+.

Zuleika Rivera, Diretora do Programa LGBTI+ de Raça e Igualdade, declarou que com a realização deste relatório, buscou-se compreender qual é a situação da população transmasculina e de gênero não binário no Peru, sendo uma das revelações mais importantes o fato de que a discriminação e a violência enfrentadas por essa população começa no núcleo familiar,   algo que, segundo Rivera, é determinado pela falta de informação e pelo estigma que predomina na sociedade em relação à pessoas com orientação sexual e identidade de gênero diversas.

A situação

Ressalta-se que a realização deste relatório incluiu revisão documental, processamento de dados sobre transmasculinidades e pessoas de gênero não binário que participaram da primeira pesquisa para pessoas LGBTI+, realizada pelo Instituto Nacional de Estatística (INEI) em 2017; uma entrevista virtual auto-aplicada  que foi chamada de “Situação de transmasculinos, homens trans,  transmasculines trans não binárias e trans não binárie antes e durante a conjuntura do COVID-19 no Peru”, além de  oito entrevistas semiestruturadas.

A apresentação do relatório ficou a cargo de Alithu Bazan Talavera, parte da equipe de pesquisa do relatório, ativista trans não binárie e pesquisador; e Santiago Balvin Gutiérrez, também integrante da equipe de pesquisa, ativista transmasculine não binárie e membre da organização Rosa Rabiosa. A terceira pessoa que compõem a equipe de pesquisa é a ativista, pesquisadora e professora Denisse Castillo Matos, que faz parte da organização Más Igualdad Perú.

Em sua apresentação, Bazan Talavera mencionou que a maioria das pessoas entrevistadas (181) para a realização deste relatório relatou que começaram a experimentar suas identidades a partir dos 22 anos, devido a pouca ou nenhuma informação sobre o espectro trans e não binário. A ativista e pesquisadora apontou que o não reconhecimento no ambiente familiar leva a uma série de violações e a uma exclusão sistemática de pessoas transmasculinas e de gênero não binário.

Balvin Gutiérrez incluiu em sua apresentação que, no caso de homens trans e transmasculinos, 85,44% possuem documentos de identidade nos quais o nome que os representa não aparece, e no caso de pessoas não binárias, essa situação foi referida por 48,57%. Além disso, entre as duas populações, 70% relataram dificuldades ao exercer seu direito de voto devido a essa particularidade em seus documentos de identidade e medo de sofrer violência.

Significado do relatório

Enquanto isso, Bruno Montenegro, Coordenador Nacional da Fraternidade Transmasculina-Peru, descreveu o relatório como “histórico” e garantiu que contribuirá para gerar grandes avanços na luta da população transmasculina e de gênero não binário.  Montenegro afirmou ainda que todas as informações e evidências coletadas neste relatório servirão para desmistificar a crença de que homens trans e pessoas transmasculinas têm privilégios apenas por serem masculinos ou por se identificarem com a masculinidade.

“As transmasculinidades sofrem violência mesmo que nos identifiquemos com a masculinidade (…) Este relatório é importante para desmistificar muito mais coisas sobre transmasculinidades e colocar nossas realidades na ordem do dia. Homens trans também abortam, homens trans também decidem gestar, homens trans também sofrem os chamados estupros corretivos”, enfatizou.

O Especialista Independente das Nações Unidas sobre Orientação Sexual e Identidade de Gênero (IESOGI), Víctor Madrigal-Borloz, destacou a relevância e transcendência do relatório.  “Este relatório tem um impacto particular sobre o Peru, mas essas informações também podem ser elevadas a uma teoria de trabalho à nível regional e global. Para mim tem sido realmente revelador em vários níveis, perspectivas e consciências que não eram de todo visíveis no meu mandato”, afirmou.

“Há dados que, além disso, em sua profunda personalização nos chamam à reflexão; o testemunho é de grande valor e este estudo é extraordinário nesse sentido”, acrescentou Madrigal-Borloz.

 Recomendações

O relatório “Corpos e Resistências que TRANSgreden a pandemia: Transmasculinidades e pessoas de gênero não binário no Peru” contém recomendações ao Estado, à CIDH e à ONU, com o objetivo de contribuir para a adoção de políticas públicas e/ou medidas em favor dos direitos humanos das pessoas transasmasculinas e de gênero não binário.  No caso do Estado, recomenda-se a aprovação urgente de uma Lei de Identidade de Gênero.

Em relação à CIDH, uma das recomendações é que a entidade crie diálogos com organizações da sociedade civil e ativistas independentes relacionados à população transmasculinas e de pessoas de gênero não binário; enquanto à ONU recomenda-se que o Especialista Independente em Orientação Sexual e Identidade de Gênero (IESOGI) faça uma visita oficial ao Peru e publique um relatório com recomendações específicas para para a proteção dessa população.

Acesse e baixe o relatório em espanhol: https://bit.ly/3uxtklx 

Resumo Executivo em Inglês: https://bit.ly/3o5oZ7S

Junte-se aos nossos esforços

Apoie o empoderamento de indivíduos e comunidades para alcançar mudanças estruturais na América Latina.