A iniciativa “Quilombo no Parlamento 2026” promove uma maior representação política da população negra no Brasil

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São Paulo, 30 de julho de 2026.-Em 29 de julho de 2026 por iniciativa da Coalizão Negra por Direitos, foi lançado o Quilombo no parlamento[1], e que reuniu mais de […]

São Paulo, 30 de julho de 2026.-Em 29 de julho de 2026 por iniciativa da Coalizão Negra por Direitos, foi lançado o Quilombo no parlamento[1], e que reuniu mais de 150 pré-candidaturas ligadas ao movimento negro nas eleições de 2026. Além das pré-candidaturas o encontro reuniu pensadores e pensadoras negras e negros para reflexionar sobre o momento político brasileiro e os efeitos na agenda de direitos humanos.

O Lançamento se deu no Club Homs[2], na Av. Paulista, com de fortalecer candidaturas negras comprometidas com a justiça racial, a democracia e a reparação histórica, visando ampliar a representação política da população negra nos espaços de poder.

Os pilares deste movimento se pautam na consolidação da bancada negra no congresso nacional, que tem foco em pautas como o orçamento, o combate à violência estatal, a reparação histórica, o cumprimento de cotas raciais e de gênero, a heteroidentificação na Justiça Eleitoral para evitar fraudes eleitorais, acompanhamento dos recursos do fundo eleitoral, o enfrentamento da violência política de raça e gênero e as propostas relativas à PEC (Proyeto de Emenda Constitucional) da reparação.

O Quilombo no Parlamento teve sua primeira edição em 2022 e resultou na eleição de 8 deputados(as) federais e 18 deputados(as) estaduais/distritais em diversos estados e ainda outros 97 candidatos apoiados pela iniciativa ficaram como suplentes.

A Organização das Nações Unidas (ONU) reforça constantemente que a ampliação da presença de pessoas negras em posições de poder e liderança é um requisito essencial para combater o racismo estrutural e alcançar a equidade social. Relatórios e debates promovidos por órgãos como o Pacto Global da ONU – Rede Brasi[3]l apontam que, embora a população negra seja maioria em países como o Brasil, sua presença em cargos de alta decisão executiva e conselhos corporativos continua drasticamente baixa. Estes dados têm sido apresentados aos mecanismos multilaterais de defesa dos direitos humanos de forma contundente e sistemática por organizações da sociedade civil, que debatem entre outros temas, para além da representação politica e das pautas inseridas neste movimento político importante, o empoderamento econômico da população negra, como pauta central em negociações em espaços internacionais e que devem reverberar na esfera doméstica.

O Instituto sobre Raça, Igualdade e Direitos Humanos (Raça e Igualdade) compartilha do entendimento das Nações Unidas de que é necessário envidar esforços para haja maior representação de população negra, indígena e outras minorias historicamente vulnerabilizadas, pois somente assim poderemos alcançar uma sociedade plural efetivamente representada.

 

 

[1] quilombo no parlamento 2026 – Pesquisa Google

[2] O Clube Homs, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo, tem uma trajetória importante de abertura para eventos e marcos da cultura negra e do movimento político, servindo de espaço tradicional para grandes atos, encontros e bailes que marcaram a sociabilidade e a resistência da população negra na cidade

[3] Movimento raça é prioridade – Pacto Global

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